segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Tudo de novo?

O que eu vou amar sentir de novo nesta segunda gravidez:
- A sensação de ser mãe mais uma vez
- Os chutes na barriga
- Os ultrassons
- Os paparicos do meu marido
- Os paparicos de todo mundo
- As filas preferenciais
- Não precisar encolher a barriga

O que eu ficaria sem numa boa
- Aquela lista preta horrorosa na barriga (que eu tive na primeira gestação e acho que não vou escapar de novo)
- As manchas na pele
- Os pelos indesejados e inconvenientes
- Os enjôos (ops, esse item sobe lá pro começo dessa lista)
- Os palpites
- A dor da episiotomia (porque vamos combinar, aquele maldito cortezinho dói absurdo. Fiquei uns 15 dias sem sentar direito.)
- Os quilos a mais que eu sei que vou sofrer pra perder

PS. As duas listas estão do mesmo tamanho, mas não refletem a importância dos itens. Alguns itens da primeira lista são infinitamente mais importantes do que os da segunda...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mudanças

Mudança de casa dá trabalho. Dias e dias montando e desmontando caixas, arrumando as coisas, carregando peso pra lá e pra cá. No meio da mudança, pedreiros, marceneiros, pintores e outros terminando aquilo que faltava. Luísa colaborou muito, mas isso não impede o cansaço. Mas valeu a pena. A casa já está quase em ordem e estamos muito felizes.
Especialmente porque uma mudança ainda maior surgiu nesse período. Uma mudança ainda mais importante para a nossa família. A notícia é que descobri que estou grávida de novo!!! E muito feliz!!
Agora só espero que Deus seja bom comigo e não me castigue por ter carregado tanto peso nos últimos dias. Quando a gente não sabe, não merece castigo, né Papai do Céu?
Espero que essa criança venha com muita saúde e que nós, eu e o Luiz, também tenhamos muita saúde pra cuidar de mais um. E que a Luísa curta muito receber um irmãozinho ou irmãzinha. Agora terei ainda mais novidades pra contar aqui no blog e dividir com as pessoas que me acompanham sempre. Aliás, engraçado como eu tive vontade de contar rápido aqui. Acho que é porque esse bloguinho e as pessoas que estão sempre por aqui de algum jeito fazem parte da minha vida.
Beijos e Feliz Natal pra todos!!!! O meu certamente será muito feliz!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ufa

Passando aqui só pra dizer que sobrevivemos à mudança. Estou podre, mas viva. Um terço da casa ainda está dentro de caixas, mas acho que até o Natal tudo estará encaminhado.
Quanto à dica que me deram de deixá-la com mãe, sogra ou tia, eu adoraria, mas minha família mora toda fora de SP. Por isso, inclusive, tenho a babá morando em casa. E digo que se eu não tivesse a Vera nesses dias não sei como teria feito a mudança.
Dona Luísa teve comportamento exemplar. Na verdade, ela estranhou um pouco no primeiro dia. Num determinado momento ela teve um ataque de choro e dizia que queria ir pra casa da neném (ai, que dor no coração que deu em mim e no Luiz). Mas logo ela se acostumou e agora já domina a casa.
Ontem ela já soltou um "Noossa, que pelhão (espelhão), né mamãe? Não qué mais ir casa da neném. Qué ficá a casa ova"
Não é boba nem nada.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Fechado para balanço

Uma criança no meio da mudança. Vamos ver se sobreviveremos.
Hoje e amanhã estaremos de mudança para o apartamento novo. Preguiça enoooorme, mas vai dar tudo certo. Pelo menos é por uma ótima causa: apartamento maior, mais espaço, muitos armários (isso é o melhor de tudo) e um espaço ótimo para crianças no prédio.
Por enquanto, Luísa está colaborando. Quero ver só na hora de desempacotar tudo.
"Põe ela pra ajudar", alguém pode me aconselhar. Eu sei, sempre procuro envolvê-la nas coisas da casa e da família. Mas, até aí, dizer que ela ajuda é um longo caminho, né...
Porque ela sempre resolve desarrumar aquilo que você acabou de arrumar, obviamente.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ela abre a porta. Acabou o sossego.

Tudo bem, todos sabemos que crianças crescem muito rápido. Mas algumas coisas surpreendem e marcam essas etapas de crescimento.
Luísa, de repente, começou a alcançar tudo. Já abre as portas da casa sozinha, alcança a água da torneira quando sobe no banquinho para escovar os dentes, pega um copo em cima da pia...
Não tem mais limites, a mocinha!!! Socoooooroooo!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Canção da Roberta

Nós somos os seus trovadores
Aqui estamos para lhe ver sorrir
Agradecemos e seremos seus cantores
Todas as vezes que você nos pedir

Agora chegou a hora
Precisamos nos despedir
Mas antes vamos revelar
O que acabamos de descobrir

Um passarinho nos contou
Que você adora rir
Detesta acordar cedo
Torce para o Corinthians
Tem mania de escrever
Não come fígado
Mas devora doce
Adora ouvir música cubana
Sonha com a Luísa
E o Luiz é o passarinho que contou.


No meio das arrumações para a mudança, encontrei essa cartinha deixada pelos Trovadores Urbanos, uma surpresa do meu marido pra mim no dia do meu aniversário de 30 anos. Foi uma serenata linda no meio da minha festa de aniversário.
Mas o engraçado é que isso aconteceu há quatro anos, exatamente um ano antes de eu saber que estava grávida. Eu ainda nem estava tentando engravidar, mas já sonhava com a Luísa. Nossa, como é forte essa ligação.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Flamengo, a catchaça e a Branca de Neve

O pai, recém-chegado da comemoração da vitória do Flamengo, resolve contar, a pedido da filha, cheio de chopp na cabeça, a história da Branca de Neve (ela AMA a Banca di Eve de paixão).
Chego no quarto e ele está empolgadíssimo contando a história:
- Daí, o príncipe começou a rodar por todo o reino, experimentando o sapatinho de cristal em todas as moças da cidade. Ele foi lá, colocou o sapatinho no pé da Luísa. "Não é este!", depois colocou no pé da mamãe "não é esse também", até que ele chegou na casa da Branca de Neve e o sapatinho serviu no pé dela!...
Eu:
- Lu, essa história não é a da Branca de Neve, é a da Cinderela.
Ops.
O importante, no fundo, é que o Flamengo foi campeão (eu sou corinthiana, mas torço para ver um marido feliz). E que a Luísa adorou a história contada pelo pai mesmo assim.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eu vou sozinha pra casa da vovó Lucia



Pequena tradução para quem não conseguir compreender o Luisês (apesar de para mim parecer tudo muito claro... rsrs): Primeiro ela está conversando com o João Vitor, meu sobrinho. Rola um "é... é cinco meia" que eu não tenho ideia do que ela queria dizer. Depois ela pede pra falar com com a tia Paula. "Beijo tchau" e liga de novo "Tia Paula, cadê a vovó Lúcia? Eu vou aí na casa da vovó Lúcia. Minha mãe não pode ir, então eu vou sozinha, tá bom?".
Detalhe: não tinha ninguém do outro lado da linha, era pura invenção.
PS. Saca só a trovoada ao fundo. Esse videozinho foi feito ontem, durante a chuvarada que estava caindo em SP.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço

Crianças de dois anos são verdadeiras esponjas, repetem tudo o que fazemos ou falamos. Na verdade, filhos são espelhos dos pais, e eles nos fazem perceber comportamentos nossos que a gente não se dava conta desde então.
Quando vejo alguma criança maltratando uma babá, xingando outra pessoa ou chamando alguém de idiota, sei que há grande chance de essa criança ter em casa pais que não respeitam os empregados ou que brigam na frente dos filhos. Ou pior, xingam os próprios filhos. Ou, tão ruim quanto, pais totalmente ausentes. Dia desses, num hotel, o molequinho de uns 4 anos chamou a mãe de idiota. E ela não fez nada. Tempos depois, observei a forma agressiva como ela tratava o filho.
Mas, por mais que sejamos educados e tenhamos cuidado, sempre deixamos escapar alguma coisa. Como é que eu vou explicar pra Luísa que nós podemos chamá-la de "safadinha" ou de "sem-vergonha", mas que ela não pode falar o mesmo pra gente ou para os outros?
Outro dia ela soltou uma dessas: "ai, ai, mamãe safada". Sei que a maldade nesse caso está na cabeça dos adultos, porque ela não tem noção de que a palavra pode ter uma conotação pejorativa se mal utilizada. Mas nem sempre esse comentário pode ser bem recebido caso ela resolva fazê-lo a um outro adulto, né? E o pior: ela aprendeu com nós mesmos, os pais, que sempre brincamos quando ela faz alguma traquinagem: "ê, sua safadinha".
Em suma, não é fácil acertar sempre, não.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Curtas

- O que meu celular está fazendo aí, Luísa? Quem colocou aí na estante?
- A nenem colocou
- E você acha bonito isso?
- Eu acho unito.
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Ela larga o livro na cama e vem em minha direção com os olhos bem apertadinhos.
- Mamãe, quelo o óco. Não tô xegando.
(Tempos depois eu fui descobrir que ela estava imitando a babá, que sempre pega os óculos para ler pra ela)
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- O pilongo modeu aqui, mamãe. Pilongo safado! Nenê que í nu méco (médico)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Conversa de gente grande

- Mamãe, eu não tô legal.
- Não tá legal, filha? (já morrendo de rir) O que você tem?
- É a gagantinha

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Aviso: post escatológico

A última edição da revista Pais & Filhos traz uma reportagem sobre coisas que toda mãe deveria saber em relação à educação e cuidados com os seus filhos. E um dos itens é:
Calcinha e cueca sujas de cocô têm de ir pro lixo. Sem choro nem vela.
Pois bem, devia ter lido essa reportagem antes.
Dia desses ocorreu um acidente sem precedentes no clube. Luísa estava tão entretida brincando que 1) não percebeu que fez cocô ou 2) percebeu, mas ficou quieta porque não queria sair do parquinho.
Antes de continuar, um aviso: quem não gosta desses assuntos escatológicos, pode parar por aqui porque será difícil não tentar imaginar a cena. Quem não tem filhos também não precisa passar por isso e pode mudar pro site de notícias, porque eu sei que a tolerância ao assunto cocô é bem diferente antes de termos filhos.
Sei que fui descobrir que ela tinha feito cocô na calcinha um bom tempo depois, quando a levei pra fazer xixi. Não vou descrever aqui todos os detalhes da lambança porque foi nojento mesmo - a consistência do bicho era meio molenga. Só que eu, mãe de primeira viagem com uma filha desfraldada há pouco tempo, nem pensei em jogar a calcinha no lixo, olha só que zé mané!!! Fiquei tentando limpar a dita cuja lá no banheiro do clube. Olha, foi um desastre total.
Depois, quando eu cheguei em casa, botei a calcinha de molho. Quando a babá chegou na segunda-feira, ela me perguntou por que eu não tinha jogado a calcinha fora.
Me senti uma retardada. E pior: lembrei que taquei desnecessariamente a mãozão no cocô debaixo da torneira pra tentar limpar a calcinha.
Eca total. Ou melhor. Merda total.

domingo, 29 de novembro de 2009

Quiz

- Qual é a melhor notícia depois de saber que você está grávida?

a) É saber que está tudo bem com o bebê
b) É ver seu bebê nascer saudável
c) São várias boas notícias pro resto da vida
c) É a nova loção preventiva de estrias da marca x.

Dá pra acreditar que esse é o slogan de um creme para estrias? "A melhor notícia depois de saber que você está grávida". Juro, não tô mentindo. Ok, ninguém merece ter estrias. Mas os sujeitos colocam isso num grau de importância que me assusta pela falta de noção. Apelou, né, colega?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Delícia de amigo secreto


"Luísa,
Amiguinha, adorei participar desse amigo secreto, e tirar você foi muito legal!
Estou te mandando uma camisetinha do meu amado Rio Grande, uma terra muito especial repleta de lugares lindos e pessoas hospitaleiras.
Quando vieres por aqui, me avise e venha fazer uma visita, quero te conhecer pessoalmente.
Beijos,
Elisa"

Obrigada, Elisa querida (coisa mais linda de bebê), muito obrigada Denise (mãe da Elisa). Luísa colocou a camiseta, como dá pra ver na foto, e já se mandou pra pracinha com ela. Adoramos o carinho!! E o Rio Grande do Sul é realmente uma terra muito especial.
E Rê Lilata, obrigada por proporcionar com esse amigo secreto virtual um momento tão gostoso de chegar em casa e receber um presente de uma pessoa que a gente não conhece pessoalmente mas que participou da brincadeira com tanto carinho, enviando seu mimo lá de Porto Alegre. Beijocas a todas.

PS. Minha filha tá mais sociável que eu. Está participando de dois amigos secretos, eu de nenhum. Nem tá na escolinha ainda e só esta semana tem três convites de aniversário dos amiguinhos da pracinha grudados na geladeira. Quero só ver no ano que vem, depois que for pra escola... (aliás, vou precisar trabalhar mais só pra poder pagar o tanto de presente de aniversário de criança que eu já tenho que comprar, nunca vi. Mas qualquer dia falo sobre isso num outro post).

COMENTÁRIO POSTERIOR: E o amigo secreto que a Luísa adorou tirar foi o Caio, filho da Thaís, do Aprendiz de Mãe. De presente foi o DVD do Parangolé que, pelo que consta, foi aprovado pelo amiguinho da Lulu.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Obrigada, Simony


Momento de êxtase absoluto hoje aqui em casa quando chegou o CD da Turma do Balão Mágico que eu comprei pela internet. Ri, chorei, dancei feito louca, cantei todas as músicas (ops, será que isso é normal para uma pessoa da minha idade?). Demaaaais!!
Gente, o que é o disparo no coração quando o Fábio Jr. entra na música "Amigos do Peito" dizendo: "Eu sou o Fábio, também vou nessa cançãaaao..." Quámorrí!!!! E o Cascatinha? E o Fofão? E o ursinho pimpão?
Quem curtiu Balão Mágico na infância, no início da década de 80, não pode perder isso, pelamordedeus. Lá no site da Fnac o CD tá em promoção por R$ 9,90, corram comprar!! E agora que vi que tem o DVD também, vai ser a próxima aquisição. Pensei em comprar vários e dar de presente em todos os próximos aniversários de criança. Será que vai fazer sucesso ou eu estou exagerando um pouco na empolgação?
(Aliás, só agora descobri que o Mike era filho do ladrão inglês Ronald Biggs).
Ah! Importante: a Luísa também adorou o CD.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

É bom demais ter uma criança por perto

Tem coisas que só a pureza de uma criança é capaz de fazer.
Eu estava no escritório quase tendo outro filho por causa da empresa que disse que vai atrasar a entrega da cozinha do meu apartamento novo. Prestes a ter um ataque do coração ou quebrar tudo. Daí desliguei o telefone e a Luísa veio pro meu colo.
- Que foi, mamãe?
- Tô nervosa, filha
Daí ela, muito fofa, chegou bem pertinho do meu rosto e começou a olhar dentro do meu olho esquerdo, e tentava abrir ainda mais o meu olho com os dedos.
- Cadê, mamãe?
- Cadê o que, filha?
- Cadê a avosa?
Consegui rir. Só ela pra fazer isso comigo num momento em que eu estava explodindo de ódio.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Minha tese sobre o Barney


Esse bicho roxo é meio esquisito. Ele é meio bobão, não é? Ou só eu que acho isso? Sei que as crianças adoram, mas me dá náuseas cada vez que eu escuto aquele "Amo você, você me ama, somos uma família feliz".
No fundo, no fundo, eu acho que aquele bonecão desengonçado é gay. Prontofalei.

(PS. Uma amiga decoradora, que não tem filhos nem sobrinhos pequenos, teve uma demanda de um cliente pra fazer uma festinha de criança com o tema do Barney. Ela me aparece para o cliente cheia de sugestões do Barney dos Flintstones... hahaha... quase morreu de vergonha)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Dinheiro não é problema

Luísa, brincando com o pai, começou a fazer aquela habitual mistureba de massinhas, juntando todas as cores num bolo só. E o pai, seguindo o exemplo da mãe, falou:
- Filha, não misture as cores, porque logo você vai querer outra massinha nova e não tem mais.
Fingiu de surda e continuou misturando.
- Luísa, se você estragar essa massinha, não vai ter mais. O papai não tem mais dinheiro pra comprar massinha nova pra você, hein.
- A mamãe tem inhero.
Hein? Quantos anos ela tem, mesmo? Dois? Ah, tá.

O sumiço das mães


Eu ia colocar esse vídeo aqui no Dia das Mães e, vejam só, já se passou um bom tempinho desde então. Como hoje eu estava sem inspiração pra escrever (blogueira picareta), resolvi colocá-lo aqui em homenagem às mamãs.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A leleca do papai

Meu marido tomando banho. Eu no banheiro conversando com ele e a Luísa ali bagunçando, pra variar. De repente, ela começa a falar, apontando para o box do chuveiro:
- Leleca, leleca, qué leleca
- O quê, filha?
- Leleca, qué vê leleca
- Luísa, não estou entendendo, filha
- Qué vê leleca do papai!
Uaaaaaaaaa, só aí a gente entendeu que ela queria ver a "perereca" do papai!!!
Eu tive que sair do banheiro pra não dar risada na frente dela. Doía minha barriga de tanto rir. Daí toca disfarçar. Luiz vira de costas, eu tiro Luísa do banheiro e mudo de assunto.
Porque se a gente dá trela e ela percebe que falou algo engraçado, ela vai passar o dia falando que quer ver a leleca do papai, e acho que não ia pegar muito bem por aí.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tá doendo a mamãe

Uma das coisas boas da gravidez e que eu decidi manter após o nascimento da Luísa foi a drenagem linfática semanal. Achei que merecia fazer alguma coisa por mim, até porque os anos que passam vão embagulhando a gente, né?
Bom, isso pra contar que eu tenho uma massagista que vem em casa uma vez por semana. E ela é uma fofa. E pega pesado.
E a Luísa, lógico, adora ficar sentada na minha cama acompanhando a massagem. Ela até já repete alguns movimentos no pai, para deleite dele. Ela fica um tempão ali assistindo, batendo papo com a Ana Paula (a massagista), ajudando a passar creminho etc. Às vezes aproveita e tira um cochilinho ali do meu lado.
Mas hoje a Luísa achou que a Ana estava passando dos limites e resolveu intervir. Ela percebeu que estavam maltratando a mãe dela e foi me proteger.
Eu estava ali deitada, reclamando de alguns apertões fortes, e a Luísa começou a estranhar:
- Tá doendo, mamãe?
- Tá, filha, só um pouquinho. Mas é gostoso. (Como assim, dói mas é gostoso? Ela deve ter pensado que a mãe enlouqueceu)
Daqui a pouco eu ali, gemendo de novo.
Daí a Luísa, filha leonina defensora da mãe fraca e oprimida, encara bem a massagista e solta:
- Tá doendo a mamãe, faz vagarzinho
Não é um orgulho? Minha filha cuidando de mim. Coisa mais linda.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O espírito do meu pai baixou na Luísa

Tenho trauma de infância do meu pai acordando a gente de manhã. Eu sou daquelas que demora uma meia hora pra acordar de verdade, sabe? Gosto de ficar quieta, fazer tudo devagar, tomar banho pra acordar. Não sou mau-humorada, mas também não sou daquelas que acorda cantando. Aliás, isso me irrita um pouco (bastante).
E eu me lembro perfeitamente de como o meu pai me irritava quando ele entrava no quarto de manhã cantando, falando alto, e abria a janela. E pior ainda, puxava a coberta da nossa cama (somos em três irmãos). De vez em quando, nos finais de semana (ou seja, não era dia de escola e portanto poderíamos dormir até tarde), pra azucrinar mais ainda, ele ainda cantava o hit da rádio Jovem Pan "vambora, vambora, olha a hora, vambora, vambora". Eu levantava louca da vida.
Agora o espírito do Leonel resolveu baixar na Luísa de manhã, para minha alegria (grrrrr). A mocinha entra no quarto já falando: "evanta, mamãe", abre a janela, acende a luz e começa a puxar meu braço. E ela não dá trégua enquanto eu não saio da cama.
Já sei. Vou deixar pra descontar quando ela for adolescente, porque certamente ela vai querer dormir mais do que eu. Enquanto isso, eu lembro do meu pai todas as manhãs, o que não é nada mal. Paizinho, tá vendo a sua neta bagunceira daí?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Careca e sozinha

Ontem, num momento de inspiração, eu estava sentada no chão do banheiro enquanto a Luísa tentava fazer cocô, e ela me solta essa praga:
- Você caleca e sozinha!
Jisuis! De onde ela tirou isso? Praga de filho pega?
Só faltou completar: careca, sozinha e gorda!! haha!! Alguém pode me emprestar uma faca?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Bruxa do 71

Vocês já repararam que tem umas idosas mal-humoradas que gostam de encrencar com grávidas e mães de recém-nascidos? Eu descobri, durante uma determinada fase da gestação, que algumas senhoras olhavam feio pra mim quando eu estava na fila preferencial. Digo senhoras porque nunca vi isso acontecer com um homem. Juro, já ouvi casos patéticos de velhinhas fazendo pouco caso de gestantes, como se a pessoa ali com quinhentos quilos (ou com 50, não interessa), falta de ar e mal estar (ou não, também não interessa) estivesse ali furando a fila preferencial e se aproveitando de uma velhinha indefesa.
Evidentemente, deixo claro aqui antes que alguém me reprima: não estou generalizando, até porque tem senhoras boníssimas que amam grávidas e pessoas em geral. Estou me referindo apenas a uma categoria específica de velhinhas más candidatas a bruxas dos desenhos infantis.
Também me lembro bem de um dia que eu estava no caixa preferencial com a Luísa no colo, bebezinha. Imaginem, bebê impaciente num braço, passando compras com o outro. Fácil, né? Daí apareceu uma velha mal-amada (nem era tão velha assim, acho que ela tinha adquirido recentemente o direito de usar aquele caixa), olhou bem pra minha cara e perguntou, com faiscas nos olhos: "ué, esse não é o caixa preferencial?"
Eu olhei pra cara dela com o meu olhar fuzilante que só o meu marido conhece e respondi: "é". E continuei minha compra. Com aquele ódio na garganta que eu fico quando me deparo com uma pessoa do mal.
Prontofalei. Desabafei. E que Deus me perdoe por amaldiçoar uma velha.

PS. Quem não sabe o que Bruxa do 71 tem a ver com a história é porque não assistiu Chaves na infância, certo? Bruxa do 71 era a velha que atormentava a vizinhança com uma vassoura na mão.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O pilongo e o fângulo

Sei que é coisa de mãe coruja ficar escrevendo tudo o que a filha fala de engraçadinho, mas juro que é irresistível. Essa fase em que a Luísa está é demais. Dou risada o dia inteiro (vantagem de trabalhar em casa).
E, como eu quero que esse blog sirva como um livro de memórias para o futuro, então não tem jeito, esse aqui vai ter que ser mesmo o espaço para registrar essas coisas.
Mas, me falem, dá pra resistir quando escuta uma criança chamando pernilongo de pilongo? Ou frango de fângulo? Ou tampa de fampa?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Eu boazinha

Nós duas brincando de massinha:
- Filha, me dá mais um pouquinho da massinha vermelha pra eu terminar o rosto da Branca de Neve?
- Dô, tó.
- Obrigada
- Nada. Eu boazinha.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Babás e o álcool

Aconteceu com uma pessoa conhecida na semana passada, vejam só.
Ligaram da escola do filho dela dizendo que a babá, que foi buscar o menino (de 1 ano e 9 meses), estava estranha. Minha amiga, na hora, deu uma fugida no trabalho e correu pra casa ver o que se passava. Chegou lá, a babá estava bêbada. Sim, bêbada.
Uma babá que ganha R$ 1.900 por mês, salário superior ao de qualquer outra babá que eu conheço que cuida de uma única criança. Mulher que essa amiga minha julgava incrível, experiente, cuidadosa. Ia se mudar com eles para os Estados Unidos, inclusive.
Ocorre que, no dia do aniversário da babá, fizeram um brinde com vinho na hora do almoço. A moça tomou um golinho. A garrafa ficou na geladeira e ela teve a brilhante ideia de tomar mais um pouco. E mais um pouco. Não estava acostumada a beber, ficou embriagada. E foi buscar o garoto na escola.
Também aconteceu com uma outra amiga: babá indicada por uma agência, checadas todas as referências. Pessoa bem humilde, não tão referenciada como a outra da história anterior, porém parecia correta. Tudo andava bem até que minha amiga começou a desconfiar que ela andava esquisita. E um dia descobriu que, ao longo do tempo, a moça tinha bebido toda a bebida que estava aberta guardada em um armário. A babá era alcóolatra.

Longe de mim tratar esses dois casos como uma generalização. Até porque tem gente boa e gente irresponsável em qualquer profissão. Mas vale o alerta para ficarmos atentas(os) aos menores sinais das pessoas que estão próximas dos nossos filhos.

domingo, 8 de novembro de 2009

De pai para filha

- Luísa, domingo é dia de que?
- De goooooool
- Gol de quem?
- Mengoooooo

Coitada. Lavagem cerebral desde cedo.

sábado, 7 de novembro de 2009

O Pequeno Príncipe ou Pinpinho para os íntimos


Semana passada nós fomos ver a exposição do Pequeno Príncipe na Oca do Parque Ibirapuera, em São Paulo. Que delícia de programa, recomendo! Não imaginava que alguém conseguiria montar uma exposição inteira, num espaço enorme como a Oca, simplesmente com o tema de um livro. Mas ficou fantástico.
E é bem interativo, dá pra levar crianças de todas as idades. Ponto alto é o andar mais alto da Oca, em que eles reproduziram a lua, a florzinha e os planetas. Mas também adorei a parte em que a criança passa com uma bolinha colorida e vai "carregando" os passarinhos, conforme está aqui nesse vídeo.
Luísa gostou bastante. E resolveu chamar o Pequeno Príncipe de "Pinpinho" (afinal, filho de Pinpe, Pinpinho é).
Vai até o dia 20 de dezembro. Terça-feira é de graça.
Mais informações aqui

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Papai não tava na feta da mamãe

Na noite retrasada, véspera do meu aniversário, o meu marido estava viajando a trabalho. Então ele não acordou aqui em casa com a gente. Quem comprou o bolinho na padaria foi a fofa da babá, e ela e a Luísa cantaram parabéns pra mim na cozinha. Logo depois dos parabéns, a Luísa comentou: "Papai não tá aqui junto". E nós explicamos que ele estava trabalhando. Passou.
À noite, quando o Luiz chegou em casa e começou a puxar assunto com ela, ele perguntou:
- Luísa, você sabia que hoje é aniversário da mamãe? Você falou parabéns pra ela?
E ela cantou de novo os parabéns "... tim bum, mamãe tiabeta, mamãe tiabeta...." e soltou na sequência, com uma carinha triste:
- Papai não tava aqui junto na feta da mamãe.
Fiquei impressionada em como a Luísa já sente as coisas. E o Luiz ficou arrasado pelo fato de a filha ter sentido falta dele num momento que ela julgava tão importante. Como assim, o papai não estava aqui na "festa" da mamãe?
Daí nós explicamos pra ela de novo que o pai estava trabalhando, e que no sábado teria uma festa de verdade pra mamãe e que todos estaríamos aqui cantando os parabéns juntos.
Em suma, acendeu o alerta vermelho: a Luísa definitivamente já não é mais um bebê e precisamos estar muito atentos às nossas atitudes.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mamãe Tiabeta

É pique pique pique pique
É hóla hóla hóla
Tim bum
Mamãe Tiabeta, Mamãe Tiabeta, Mamãe Tiabeta


(Eu explico: Luísa me chama de mamãe Tiabeta por causa do meu sobrinho, o João Vitor, que me chama de Tia Beta. E como hoje é o meu aniversário, ganhei bolinho com direito a parabéns logo no café da manhã. Delícia.)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Não dá vontade de morder?


Não aguentei e tive que roubar descaradamente uma foto do blog Comer Para Crescer (bem legal esse blog, aliás, viu? Passem lá visitar porque tem umas dicas ótimas de comidinhas pra criançada e para adultos que cozinham como crianças, como eu).
A foto é do projeto Funky Lunch.
Mas me digam: DÁ PRA AGUENTAR ESSE SANDUÍCHE DA LOLA???? !

Clássicos com pictogramas


Excelente aquisição dos últimos tempos: o livro "Clássicos com Pictogramas", da editora Girassol. Luísa está enlouquecida com esse livro. Acorda e já vai buscar pra eu ler, quer levar junto quando a gente sai pra passear (e olha que o livro é pesado, mas ela não larga), quer ouvir todos os dias antes de dormir. E já ouviu tanto a gente ler que agora ela mesma já se arrisca a contar as histórias sozinha (cenas hilárias dela misturando os personagens dos três porquinhos com o gato de botas e um tal de "funga funga" que eu não sei quem é. Qualquer dia vou tentar filmar pra colocar aqui.)
O livro traz contos clássicos como Branca de Neve, Gato de Botas, os Três Porquinhos, Mogli, Cinderela e o Patinho Feio, só que contadas de um jeito diferente. Como dá pra ver aí na capa, no meio do texto existem imagens (pictogramas) que dão um tempero interessante na hora de ler.
No começo eu ficava parando a leitura toda hora pra ver no final do livro o significado de cada desenho, mas logo percebi que era divertido inventar. E o lance dessas figurinhas é que a criança acaba se interessando em participar da leitura.
O livro não é dos mais baratos, não. Mas vi hoje que está em promoção no Submarino de R$ 54,90 por R$ 48,90. Sei que nem sempre o que interessa a uma criança interessa a todas, mas fica aí a dica.
Comentário posterior: A Anna disse que na Fnac o livro está saindo por R$ 43,11.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Eu quero me matar quando...

...eu esqueço de colocar a fralda na Luísa à noite (efeitos do desfralde) e a coitadinha acorda chorando porque fez xixi.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Boas compras nos outlets virtuais

Ando meio viciada nesses outlets virtuais (pois é, eu enlouqueço com uma promoção, prontofalei). Para quem não conhece, são clubes fechados que trabalham apenas pela internet e que vendem produtos de marcas nacionais e estrangeiras com grande desconto.
Vira e mexe aparecem promoções bem legais de lojas de roupas, sapatos e acessórios de crianças e bebês. As campanhas em geral duram uns dois ou três dias e têm estoque limitado. Por isso tem que ser rápido. Eu já comprei algumas coisas pra Luísa e chegaram direitinho.
Os que eu sou associada são:
Coquelux, BrandsClub, SuperExclusivo e Privalia.
O BrandsClub está com 60% de desconto na grife Petit. O Privalia tem hoje na promoção a marca de moda praia para crianças Requinho. Semana que vem, no dia 3, o Coquelux entra com duas promoções para crianças: livros infantis Girafinha e a marca de roupas Donna Chita.
O único lance é que, como esses clubes são fechados, você só entra se for convidado. Mas, caso alguém tenha interesse em conhecer, é só deixar um comentário aqui no blog com o e-mail e dizendo quais clubes quer entrar que eu mando o convite. Ou, se preferir, pode me mandar um e-mail: roberta.lippi@hotmail.com. Não tem custo para entrar.

PS. Esses outlets virtuais só têm um problema: demoram cerca de 30 dias pra entregar o produto. Eu mandei e-mail reclamando sobre isso (a gente até esquece da compra) e me responderam que o produto demora para ser entregue porque o pedido só é encaminhado para a marca após o término da campanha. Daí a empresa entrega os produtos num bolo só e o clube é que faz o manuseio, separação etc para enviar aos clientes. Isso significa que temos que ter paciência pra pagar barato. Mas, para quem é doido por uma promoção, como eu, vale a pena.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Técnicas para sair do quarto de fininho

Sabe quando você já está há um tempão ali no quarto esperando o fulaninho dormir e ele, de minuto em minuto, levanta a cabeça pra ver se você ainda está ali?
Ontem estava eu numa dessas, esperando a Luísa dormir e me deixar sair do quarto dela ("senta só um pouquinho, mamãe, senta") e pensei em fazer esse post. (afinal, ali no escuro não tem muita coisa pra fazer a não ser dormir também ou ficar pensando bobagens).
Então aí vão algumas técnicas pra sair do quarto de fininho sem que seu filho perceba:
1. Não respire
2. Jamais espirre porque isso fará com que ele desperte de novo
3. Coloque um protetor de berço ou um travesseirinho que impeça seu filho de te ver apenas abrindo os olhos. Assim fica mais fácil de fugir sem que ele te veja.
4. Tire os sapatos, chinelos e tudo mais. Meia é bom, porque não gruda no piso e é até melhor do que pés descalços que às vezes "grudam" no chão.
5. Garanta que não tem nenhum brinquedo espalhado pelo chão ou qualquer outra coisa no caminho em que você possa esbarrar quando for sair de fininho.
6. Deixe a luz do corredor apagada, porque senão quando você abrir a porta do quarto para sair, a iluminação vai aumentar e seu filho vai perceber.
7. Mova-se em câmera lenta. Primeiro uma perna, depois a outra, depois tire o bumbum de onde estiver sentado - quase um movimento de capoeira, saca?
8. Aproveite quando passa algum carro na rua e o barulho aumenta, assim seus ruídos podem se misturar com o barulho de fora.
9. JAMAIS (tá me ouvindo?), JAMAIS passe perto de qualquer ursinho, boneca ou brinquedo que toque musiquinha.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mimo para blogueiros

Minha super amiga Cris, mãe do Pedro, que acumula as funções de minha madrinha e afilhada de casamento, deu um "presentinho" para o meu blog tempos atrás e, como eu acho tão útil, resolvi dividir aqui com os demais blogueiros que me acompanham ou me visitam (para aqueles que ainda não tem, óbvio).
É um buscador (esse que está aí do lado esquerdo da página) que funciona super bem pra encontrar assuntos sem ter que ficar procurando na lista de palavras-chave ou, pior ainda, olhando os posts mês a mês. Eu mesma busco meus posts antigos por essa ferramenta.
É muito fácil instalar. Então aí vai o endereço do blog onde a Cris pegou a dica:
http://templatesparanovoblogger.blogspot.com/2007/12/widget-para-colocar-busca-no-blog.html

Princesinha feiosinha


No último final de semana assisti a um desenho muito legal na Discovery Kids que eu ainda não conhecia e achei o maior barato, o Princesinha (Little Princess). Em resumo, são histórias baseadas nos livros do escritor e ilustrador britânico Tony Ross que falam de uma menina de 4 anos e seus dilemas. Ele se baseou na própria filha pra escrever o primeiro livro de uma série, há 22 anos.
O que eu gostei é que se trata de uma garotinha comum, totalmente fora do estereótipo de uma princesa (nessa foto ela não mostra os dentes, que são bem feinhos rsrs). A família (de monarcas) também usa roupa comum e eles não são ricos. Eles nadam em uma piscina regã (aquelas montáveis de plástico), por exemplo.
O episódio que eu vi era sobre 'compartilhar' e foi bem bacana. Também achei o máximo porque ela fala mandando, igualzinha às crianças pequenas (Faz isso, Pega, Me dá...).
Sempre tem uma mensagem bacana nos capítulos. Entre outros assuntos tratados na série estão a perda dos dentes, a necessidade de aprender a se vestir sozinha e de pedir “por favor”, o medo de dormir sozinha no escuro, o novo irmãozinho etc.
Dei uma pesquisada na internet e vi que os livros desse escritor/ilustrador foram lançados no Brasil pela editora Martins Fontes. Os capítulos, de meia hora de duração, são exibidos aos sábados e domingos no Discovery Kids, às 18h30. Vale a pena.

domingo, 25 de outubro de 2009

Castigos

A Thaís, do Aprendiz de Mãe, me perguntou como é o lance dos castigos da Luísa. Como eu não tenho nenhum problema em falar sobre isso, em vez de mandar e-mail só pra ela resolvi fazer um post.
Nós procuramos, eu e o Luiz, ser bastante firmes na educação da Luísa sempre na base da conversa, e temos também a sorte de nossa filha ser uma criança calma e, na maior parte das vezes, bem educada. Não tiramos nenhum enfeite da sala, por exemplo. Só aqueles que ofereciam algum risco à segurança. Foi um trampo falar milhões de 'nãos' (educar dá um baita trabalho, nossa senhora), mas hoje ela respeita e não mexe em nada. A casa não é só dela, e ela tem que aprender a respeitar os espaços de cada um. Insisto o dia inteiro no "por favor", "desculpas" e "obrigada" e ela já sabe bem para que serve cada uma dessas palavrinhas (mesmo se recusando em usá-las algumas vezes).
Procuro ser tolerante e ter paciência com as birras e manhas, o que não é nada fácil, mas algumas questões, na minha concepção e do meu marido, são intoleráveis e inquestionáveis. Desrespeito ao próximo (seja ele quem for) é uma delas. Luísa já tem 2 anos e tem muita noção das coisas. Se destratar ou bater em alguém (seja eu, o pai, a babá, a diarista ou quem quer que seja), dou bronca (sem gritar, falando abaixada na altura dela) e exijo que ela peça desculpas. Não pediu desculpas ou repetiu a agressão, fica de castigo pra aprender a respeitar as pessoas.
Mas felizmente foram raras a vezes em que precisei fazer isso.
Na prática, o castigo é aquele lance do "cantinho" (no meu tempo as professoras na escola colocavam a gente atrás da porta, lembram-se que horror?!!). Eu simplesmente a coloco sentada no sofá da sala, TV desligada e sem brinquedos. Explico o motivo do castigo, falo pra ela pensar no que fez e digo que ela só vai sair dali quando eu for lá tirá-la. E ela fica ali chorando, sentadinha. Se sair antes de terminar o castigo, levo de volta quantas vezes for preciso. Deixo em geral uns 2 minutinhos. Quando volto lá, relembro o motivo do castigo e digo que ela tem que pedir desculpas a quem tenha agredido. Se não pedir, volta ao castigo de novo, para que ela realmente aprenda.
Às vezes ela me desafia. Eu falo "se você fizer isso de novo vou te colocar de castigo" e ela responde, enfrentando: "qué castigo". Então eu coloco. E ela logo se arrepende e começa a chorar. Mas fica ali pra aprender.
Eu ainda não sei se a Luísa hoje é uma criança (na maior parte das vezes) educada porque agimos assim ou por ser da própria personalidade dela. Pode ser que, no futuro, eu tenha outro filho e as mesmas regras tenham efeitos diferentes. Mas eu acredito na minha forma de agir (como cada mãe tem a sua forma de pensar) e, mesmo não acertando sempre (lógico que tenho milhares de dúvidas e inseguranças), procuro fazer o meu melhor - e estou sempre por perto, dando todo o amor do mundo.
Se alguém tiver alguma experiência sobre esse assunto para acrescentar, será bem-vinda.

sábado, 24 de outubro de 2009

E o tapete ficou de castigo

Vejam só essa. Luísa ontem pegou o tapete da cozinha e foi arrastando até a sala. Colocou em cima do sofá (bem no cantinho onde ela fica de castigo quando precisa) e voltou pra cozinha.
A babá perguntou: Luísa, você levou o tapete pra passear?
- Não, tá di catigu
- Ué, por que o tapete está de castigo?
- Ele ateu (fez o som "pá!") ni mamãe
- Ah, é? Ele bateu na mamãe?
Eu aqui no escritório ouvi e já comecei a rir. Intervi na conversa:
- O tapete bateu na mamãe, né, filha? E como é que ele tem que fazer agora?
- Acupa (tudo começa com a letra A, como eu já contei aqui)
- Muito bem, pediu desculpas. Então agora dá um beijo na mamãe.
- Não, foi o tipeti.

É mole ou quer mais? Olha só o raciocínio de um serzinho de 2 anos: se quem me bateu foi o tapete, é ele que tem que vir me dar um beijo... Tá certa, né. Quase morri de rir.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Fábula


Descobri outro dia a loja de roupas infantis mais linda que eu já tinha visto. Chama-se Fábula, filhotinha da grife carioca Farm e só tem roupas de meninas (infelizmente para as mães de meninos). Eles já tinham duas lojas no Rio e recentemente abriram em São Paulo, no shopping Market Place.
Além do fato de as roupas serem fofíssimas e despojadas, bem estilo carioca, a loja é muito linda e diferente de tudo que a gente costuma ver por aí.
Deixo claro não estou ganhando nada pra fazer propaganda (se tivesse, falava aqui. Aliás, alou, se alguém da loja quiser mandar um vestidinho, pode mandar hahaha). Também não comprei nada lá porque os preços são salgadinhos (lógico que não podia ser perfeito) e resolvi deixar para uma ocasião especial, mas recomendo a quem estiver passando por perto entrar nem que seja só pra conhecer a loja.
O site também é fofíssimo, com uma trilha sonora de super bom gosto.
www.afabula.com.br

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Para a mãe da Mariana e do André


Ei, Rê Lilata, dos seus gatos e da sua gatinha, é com grande prazer que comunico que você foi a sorteada aqui do blog para ganhar o meu presente de Dia das Crianças, o kit do Parangolé!! Amiga blogueira que eu tive o prazer de conhecer pessoalmente, mãe do André fofíssimo e gravidinha de uma menina que acaba de ser anunciada como Mariana!! Parabéns, Rê, você é uma querida e fico muito feliz em te dar esse presente. O sorteio desta vez foi assim: aprendi com a Mari a usar o tal random.org, e o número foi o 21. Tirei o meu comentário, os repetidos e fui andando na sequência. E cheguei na Renata.
Mas eu tenho que dizer que esse post sobre o kit do Parangolé, em que eu pedi que as pessoas falassem um pouquinho de si, foi uma surpresa enorme pra mim. Fiquei encantada por ver tanta gente de cidades, estados e países diferentes - mas que, no mundo virtual, estão todos em um mesmo lugar.
Àqueles que estão sempre aqui, meu obrigada pelo carinho, pela companhia e pela troca, já que muitos comentários são melhores do que os posts.
Àqueles que se manifestaram pela primeira vez, sejam muito bem-vindos. E agora por favor percam a vergonha e deixem sempre comentários, porque eu adoro!
Àqueles novos que estão chegando, muito prazer!!
E aos meus familiares e amigos que dizem que estão sempre aqui quando me encontram mas nunca se manifestam, meu puxão de orelha. Tratem de se manifestar, hein!! Glauco, Glauce, Dri, Cissa e Fe, acho que vocês são os únicos que sempre deixam comentários, então vocês estão liberados da bronca e ganham meu beijo enorme.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Os brinquedos fantasma atacam novamente

Lembram daquele post que eu fiz sobre a maldição dos brinquedos que tocam musiquinha? Pois é, eles assustadoramente estão de volta. Vou contar o que aconteceu esta noite.
4h33 da manhã. Luiz me cutuca.
- Rô
- Humm
- Tem um brinquedo da Luísa tocando sozinho, escuta
Silêncio
De repente escuto: "Tãããã, tãããã, brrrrrrr"
- Putz, é mesmo
Espero pra ver se para.
E o bichinho começa de novo.
Levanto pra ver se era um dos brinquedos que havíamos separado ontem à noite para doação. Não era. Escuto de novo o barulho vindo do quarto da Luísa. Por sorte, ela ainda dormia.
Já pensei: "caramba, se o maldito fantasma estiver no meio da cesta de brinquedos eu tô ferrada, porque vou ter que mexer lá e a Luísa vai acordar".
Mas por sorte não era. O maldito carrinho estava ali tranquilinho, sobre uma mesinha no quarto da Luísa. Tocando sozinho, o desgraçado.
Tiro a p... do quarto dela e levo correndo pro escritório, porque quando eu pego ele começa a tocar ainda mais enlouquecidamente. E não tem trava on/off. Pego uma faca e, toda descabelada, morrendo de sono, tento desparafusar a caixinha da pilha. E o bicho tocando. E o Luiz chega, rindo e xingando. Consigo abrir a caixinha e tiro a pilha.
Temos um ataque de riso e depois voltamos a dormir.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mocinha

Luísa está tão independente que agora ela vai sozinha ao banheiro, faz xixi, se limpa, sobe a calça e depois só vem avisar que já fez. Faz aquela lambança com o papel higiênico, mas está valendo. Outro dia ela me chamou pra contar que tinha feito um "cocozão de achoio" (uma vez ela fez um tão grande que eu falei que parecia cocô de cachorro. E agora ela repete isso toda vez). E não é que eu cheguei lá no banheiro e ela tinha feito mesmo? Deu vontade, foi lá e fez, sem chamar ninguém pra ajudar.
Agora ela praticamente já não tem mais escapadas na calça. Estou feliz da vida com essa minha mocinha que também come sozinha, pede guardanapo pra limpar a boca e pede licença quando quer passar por alguém. Os dentes ela também quer escovar sozinha, mas essa parte a gente ainda tem que fiscalizar, porque senão ela só chupa a pasta de dente (sem fluor) e não escova nada.

Procura-se Luciana

Nunca falei aqui no blog sobre depressão pós-parto, porque felizmente eu não tive esse problema na minha primeira gestação. Mas conheço vários casos de pessoas que passaram por esse problema, inclusive rejeitando o próprio filho. É um assunto muito sério e que pode acontecer com qualquer um.
Eis que a Lia, gravidinha do blog 123 Saco de Farinha, pediu ajuda para divulgar o sumiço da irmã de uma amiga dela, que vivia no interior de São Paulo. Essa moça se chama Luciana Gonzaga Lopes, 26 anos, estudante de pedagogia e mãe de uma menina de 11 meses. Em junho deste ano, no meio de um processo crítico de depressão pós-parto, abandonada pelo pai da criança, a Luciana foi embora de casa só com a roupa do corpo e alguns remédios que estava tomando. Até hoje não deu notícias, apesar de a família achar que ela está bem em algum canto. Para ajudar na busca por notícias, a irmã dela criou um blog Procurando Luciana, em que mostra algumas fotos da Luciana e deixa os telefones de contato.
Quem puder ajudar a divulgar, dê essa força para essa família e para a própria Luciana.

PS. Um amigo meu, homem, teve um surto desses logo após o nascimento do filho dele. A esposa tinha acabado de ter bebê e ele simplesmente pirou. Pegou o carro e saiu de Campinas dirigindo sem destino, sem atender telefone, sem falar com ninguém. Os amigos e família conseguiram localizá-lo acho que dois dias depois, por GPS, em Curitiba. Depois ficou tudo bem. Ele voltou pra casa e é um pai super coruja desse filho lindão de morrer.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Viajar sem ela é bom também

O bom de viajar sem filhos:
- Acordar quando quiser, dormir quando quiser
- Não ter que carregar tanta tralha
- Não ter tanta coisa pra pensar antes de sair para qualquer passeio e ainda assim sempre acabar esquecendo alguma coisa importante
- Fazer tudo com tranquilidade no aeroporto
- Namorar sem ser interrompido

O ruim de viajar sem ela:
- A saudade imensa
- A vontade de que ela esteja junto em alguns programas legais da viagem
- O aperto que dá no coração cada vez que vejo outra criança
- Meia hora de bode total depois de falar com ela ao telefone.
- Ter toda hora aquela sensação de que está faltando alguma coisa.

Mas a viagem foi maravilhosa. Assim como da primeira vez em que viajamos sozinhos (contei aqui), a pior parte foi a despedida (pior pra mim, porque ela ficou bem). Depois que entrei no avião, embarquei também na ideia desses merecidos dias de descanso. E, vamos combinar, com duas avós e um avô pra tomar conta, não poderia ser melhor pra Luísa, poderia? Ela ficou ótima por aqui. E amou os bilhetinhos, que foram lidos, a pedido dela, várias vezes por dia.
Ou seja, é uma renovação importante pra qualquer casal. É muito bom voltar a ser um par de namorados de vez em quando. Mas só de vez em quando, porque nossa vida sem a Luísa não teria a menor graça.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Para Luísa

Quarta-feira

Oi, filha,
Já estamos com saudades!
Nós estamos viajando de avião e vamos passar a noite dentro dele, voando lá no céu.
Mamãe e papai vão passar uns dias longe de você, mas nosso coração ficou aqui em casa, bem pertinho.
Amanhã nós vamos chegar em outra cidade, num outro país. Um dia você vai conhecer esse lugar também.
Agora vamos todos dormir porque já está tarde. Durma bem - na sua caminha, tá? Os anjinhos estarão com você.
Nós te amamos muito.
Um beijo,
Mamãe e Papai

Deixei um bilhetinho pra cada dia da nossa ausência, todos para serem lidos no horário da “hitólia”, antes de dormir. A idéia dos bilhetes não é originalmente minha. Li em algum lugar, muito tempo atrás, e achei uma forma bacana de estarmos presentes na rotininha dela durante a nossa viagem.
Aliás, desta vez está sendo bem mais fácil do que da primeira vez que viajamos sem a Luísa. Estou sofrendo menos, apesar de não conseguir ficar tão ansiosa com o passeio ainda. Mas estou precisando namorar um pouco com o maridón também. Nós merecemos. Chegaremos de volta na segunda-feira de manhã. Se der, dou um alô, mas acho que até lá ficarei ausente aqui do blog. Beijocas, boa semana pra todos e até breve.

PS. Não se esqueçam que o sorteio do kit do Parangolé, do post anterior, estará aberto esses dias todos pra quem ainda não se manifestou por aqui. Ah, e estou adorando saber um pouquinho mais das pessoas que acompanham o blog. Tem tanta gente de longe!! É muito bacana como no mundo virtual não existe distância entre as pessoas...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Meu presente de Dia das Crianças


Eu já falei aqui várias vezes do Parangolé, um grupo musical/teatral da ONG mineira Emcantar que é o máximo. Luísa adora e eu já dei de presente pra várias pessoas. Eles produziram um kit que vem um CD com canções populares (com excelentes arranjos musicais); um DVD com um média-metragem de 50 minutos lindo, que usa músicas e brincadeiras para contar a história de um menino que precisava comprar remédio para a mãe e não tinha dinheiro; um CD com playback das músicas para educadores e quem mais quiser aproveitar para cantar e interagir com as crianças; e também um livrinho com as letras cifradas das músicas e o passo a passo de como aplicar as brincadeiras. É um trabalho bastante divulgado em escolas de Minas Gerais que resgata brincadeiras da nossa infância com uma produção de altíssima qualidade.
E, já que eu falo tanto deles, fui cara de pau e entrei em contato com a assessoria de imprensa do Emcantar, perguntando se eles dariam um kit pra eu poder sortear aqui no blog no Dia das Crianças. E eles toparam.
Eu adoraria poder dar um presente pra cada leitor aqui do blog. Porque vocês não sabem o quanto o carinho que recebo de vocês é importante pra mim. O Meu Projetinho de Vida, vocês leitores e os outros blogs que eu descobri nesse mundo da maternidade me fazem companhia, me ensinam, me fazem rir e chorar de emoção. No começo eram só os amigos, mas depois outras pessoas começaram a descobrir o blog, se aproximar e ficar. Dá pra acreditar que só no mês passado o Projetinho de Vida teve mais de 5 mil acessos? Mas como não dá pra presentear todo mundo, vou sortear um kit do Parangolé de presente entre as pessoas que deixarem um comentário aqui até o dia 19/10.
Quero apenas aproveitar esse sorteio pra conhecer um pouco mais de vocês. Além de deixar nome e e-mail para contato, gostaria que vocês dissessem se têm ou não filhos, qual a idade deles, onde moram e como chegaram aqui no blog. Pode ser?
Para quem não for sorteado, fica a dica: o kit Parangolé está à venda nos sites www.submarino.com.br; www.fnac.com.br; www.livrariacultura.com.br; www.tratore.com.br
ou pelo email contato@emcantar.org. O site da ONG é www.emcantar.org.br
Um beijo grande e Feliz Dia das Crianças para todos os pequenos!!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Luísa e o príncipe rejeitado

Esta semana, no aniversário da amiguinha da Luísa, teve uma apresentação de teatro bem legal, com a história da Branca de Neve. Tinha a própria Branca de Neve, o príncipe bonitão (sem nome, porque os príncipes nunca têm nome, né?), a madrasta (que é também a bruxa) e o Dunga. Eram só esses personagens em uma história adaptada, mas a maquiagem e as roupas eram muito bem feitas.
Sei que a Luísa amou o teatro. Ela estava detestando a festa até começar o "teato". Ficou lá paradinha, assistindo ali do meu colo.
Quando acabou a peça, os personagens começaram a interagir com as crianças. Mas a Luísa nunca é de se jogar nessas coisas. No começo da festa, por exemplo, o Dunga deu uma circulada por lá e ela chorou horrores de medo. Mas depois ela se entusiasmou e quis ir lá com os personagens. Quis ficar ao lado da Banca i Eve e do Pínpe. Quis tirar foto com eles, sentou no colo da Branca de Neve, deu beijinho nela, fez a festa. Engraçado ver como o comportamento da Luísa está mudando aos poucos e ela já está ficando bem mais soltinha.
Mas sei que uma hora o príncipe queria pegar a Luísa no colo. E ela não quis. E ele quis dar um beijinho nela, e ela recusou. Tentei dar um empurrãozinho, mas não rolou.
Eu, macaca velha que sou, só ficava pensando: Luísa, um dia você vai se arrepender tanto de ter desprezado esse príncipe...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Passaporte da Leitura + Ruth Rocha


Olha, eu não sei fazer aquele sorteio eletrônico, então apelei para o processo prosaico do papelzinho dobrado. Mas pude contar com a auditoria da babá Vera e da própria Luísa, que foi a responsável por escolher o papelzinho com o nome do vencedor da campanha pelo incentivo à leitura, que fiz aqui na sexta-feira passada.
Além do Passaporte da Leitura, criado pelo Instituto Ecofuturo, e do CD com uma música do Palavra Cantada (não se decepcione porque é uma música apenas, hein!!), eu resolvi incrementar o prêmio, por conta própria, com o livro "A Fantástica Máquina dos Bichos", da Ruth Rocha, uma das grandes autoras brasileiras de livros infantis.
E a sorteada foi... a FERNANDA PIOVEZANI, também mãe de Luísa, minha leitora fiel e amiga que mora lá em Sorocaba!! Parabéns, Fê! Fico orgulhosa em te dar esse presente porque sei que você me acompanha desde o início, nos tempos em que só as amigas sabiam da existência do meu blog.
PS. Só um lembrete: quem não foi sorteado pode acessar gratuitamente o Passaporte da Leitura aqui neste link e imprimir em casa.

Procura-se


Como fui eu que arrumei o problema de dar a naninha pra filha da minha amiga (já contei aqui), me sinto na obrigação de divulgar a campanha "Procura-se naninha da Paola", da Adriana, do Gringuinhos.
Aí segue a foto da procurada. Se alguém souber onde tem uma dessas, por favor entre em contato com a Adriana e me salve dessa enrascada!! Uma amizade de muitos anos agradece.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Chantagem

Em geral, tudo fica bem mais fácil depois que a criança começa a falar. Mas, por outro lado, a dona Luísa aprendeu a fazer chantagem e eu agora sofro mais do que antes com algumas coisas. Quando ela fazia manha e eu a deixava um pouco chorando, era mais fácil aguentar do que agora.
Nesta última semana ela deu pra regredir no sono mais uma vez, acordando de madrugada quase todos os dias. E agora ela quer que eu fique sentada na cama ao lado do berço. Mostra a mãozinha e fala "senta aqui, só um pouquinho". Deita, mas de minuto em minuto ela levanta a cabeça pra ver se eu estou ali ainda. E esse "pouquinho" só tem fim depois que ela volta a dormir. Adormeci nessa cama ao lado do berço várias vezes na última semana por conta desses choramingos. Mas estou tentando mudar a postura porque ela já está se acostumando mal de novo. E criança é assim: você dá a mão, ela quer o corpo todo. Se deixar, meu amigo, ela toma conta completamente e eu vou dormir no quarto dela pra sempre. Tenho consciência de que educar é colocar limites, e também sei que cada família tem os seus.
Ontem, depois de ficar um tempo com ela no quarto, falei que ia dormir, dei um beijo e saí. E ela ficou lá chorando. Pensei: logo ela para.
Mas não parava. E aí começava a chantagem usando todos os argumentos que ela tem pra mobilizar a casa:
- Mamãaaae
- Mamãaaae
...
- Papaaaai
- Papaaaai
...
- Titi Béeeu (é como ela chama a Vera, a babá)
...
- Xixiii, mamãaaae, xixiiii....
...
- Cocôooo, mamãe, cocôooo
...
- Vem aqui só um pouquinho, mamãaae (e nisso meu coração em frangalhos)
...
Então, vem a derradeira:
- Caiu pepêeee, mamãe, caiu pepêee (tenho certeza que ela joga a chupeta no chão de propósito).
E aí eu vou lá pegar. E fico mais um pouco até ela dormir.
Êita calvário que nunca tem fim.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Menino brincando de boneca

Minha amigona Cris me mandou essa matéria bem interessante da Revista Crescer, que fala sobre a velha história dos brinquedos de menino e brinquedos de menina.
O texto traz uma quebra de paradigma em relação a essa questão cultural e machista que existe no Brasil em relação ao comportamento infantil. Afinal, com os novos papéis que mães e pais têm assumido na sociedade, não faz mais sentido rotular coisas como sendo "de homem" ou "de mulher", certo? Existem hoje muitos pais que assumiram numa boa a gestão das tarefas domésticas e a criação dos filhos enquanto as mães trabalham fora.
Os especialistas mostram que essas mudanças também chegaram às brincadeiras, e que as experiências e diversidade na forma de brincar são importantes para a formação - e não influenciam na sexualidade da criança. Um exemplo dado pela psicóloga entrevistada: durante uma viagem, ela percebeu que um grupo de crianças, formado por meninos e meninas com aproximadamente 8 anos, brincava com soldados e barbies. Em um momento, trocaram entre si os bonecos. Os meninos continuaram brincando de luta com as barbies e as meninas continuaram brincando de historinhas.
"Quando você estimula seu filho a brincar com vários tipos de brinquedos, dá a ele a chance de desenvolver habilidades que vão ser importantes para o futuro dele, incluindo até a escolha da carreira. Se uma menina se diverte com blocos, ela tem mais chance de conseguir um desempenho melhor se pensar em ser engenheira; se tiver carrinhos, vai desenvolver mais a motricidade e o pensamento espacial e pode ser uma melhor motorista, por exemplo. O menino que brinca com bonecas pode ter mais facilidade para se relacionar com outras pessoas e entender melhor as mulheres – e essa não é a maior queixa feminina?"
Nunca vi pais comprando uma boneca para um filho homem ou um caminhão para a filha (se bem que eu mesma dei pra Luísa outro dia o carrinho que tinha comprado para o meu sobrinho e ela adora). Mas, quando vou a lugares públicos, como brinquedotecas, vejo como os meninos adoram brincar de fazer comidinha na cozinha ou colocar as bonecas para dormir. Ali eles acabam expondo um comportamento que é totalmente freado dentro de casa. Não sou educadora ou psicóloga para falar profundamente sobre o tema, mas acho esse assunto bem interessante.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Festinha na segunda-feira é sacanagem

Festinha de criança logo na segunda-feira é sacanagem com alguém que vive tentando emagrecer, como eu. E o regime? Como faz? Hoje teve festinha de uma super amiguinha da Luísa, aqui do prédio. Não dava pra não ir. Mas tudo o que eu passei segurando a onda durante todo o dia se foi depois da festa. E imaginem só: a mãe da aniversariante é confeiteira das boas. Me matei naqueles docinhos. Tô arrasada.
Luísa ainda não está na escola, mas não sei o que vai acontecer comigo quando tiver festinha todo fim de semana. Eu adooooro comida de festa de criança. Adoro doces. Preciso de alguma dica pra resistir a essas tentações. Alguém, por favor alguém?
Já pensei em jantar ou fazer um lanche antes da festa. Mas corro o risco de comer dobrado, porque duvido que vá passar sem experimentar um de cada docinho (adianto que o brigadeiro branco com uva dentro é um dos meus favoritos).
Aguardo orientações sobre como proceder nessas horas tão difíceis.
PS. Olha só a situação: a mãe da aniversariante não estava na festa hoje. Motivo: a bolsa dela estourou um mês antes do previsto e ela teve bebê nesse fim de semana. Só vai poder ir pra casa amanhã e portanto não pôde ir à festinha de 3 anos da primeira filha. Eu morria.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Criando o hábito da leitura

Eu gosto de ler desde pequena. Fui a única dos três filhos em casa que adquiriu esse hábito. Eu entrava em bibliotecas e livrarias e fazia a festa, porque meu pai sempre me incentivou e comprou os livros que eu queria - me lembro que eu tinha toda a Coleção Vagalume em casa. Minha mãe sempre leu muito. E os livros, a escrita e a comunicação continuaram a fazer parte da minha vida e também da minha profissão de jornalista.
Confesso que hoje leio menos do que gostaria ou que deveria. Mas incentivo a Luísa desde cedo comprando livros de todos os tipos que são adequados para a idade dela. Também a levo desde bebê em livrarias.
Hoje ela pede "hitólia" antes de dormir: abre o armário, escolhe o livro e pede que eu conte. Depois guarda aquele e pega outro. Às vezes ela pega o livro sozinha e fica lendo, me imitando. Fico muito feliz com isso e espero que ela nunca abandone esse hábito.
Estou falando isso porque na semana do dia 12 de outubro vai ser comemorada pela primeira vez a Semana da Leitura e Literatura. E todos nós sabemos que o incentivo e a participação dos pais nesse processo de criar o hábito da leitura nas crianças é fundamental. Olha só que interessante: segundo uma pesquisa do Instituto Pró-livro, um em cada três leitores lembram-se da mãe lendo para eles quando pequenos e 51% dos leitores dizem que a mãe foi a pessoa que mais os incentivou a ler.
O Instituto Ecofuturo lançou no ano passado o Passaporte da Leitura – Brincar de Ler, publicação que traz dicas de como tornar a leitura uma divertida brincadeira. E eles convidaram o Meu Projetinho de Vida para ajudar na divulgação da campanha, oferecendo também um Passaporte da Leitura para sorteio, que vem acompanhado do CD com uma música do Palavra Cantada. Quem quiser, é só deixar um comentário aqui deixando nome e e-mail para contato e eu sorteio entre os participantes.
De qualquer forma, o Passaporte da Leitura também pode ser acessado aqui e impresso em casa.
Eu percebo que, na comunidade dos blogs, as mães costumam falar muito sobre livros e programas culturais, mas tem muita gente que ainda não se deu conta disso. E, para essas pessoas, eu digo que vale a pena prestar atenção. Não deixem passar a chance de criar nos seus filhos esse hábito que vai ser importante para o resto da vida.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dica para quem vai comprar berço


Eu hoje estava passando por uma loja de decoração de quarto de bebê e resolvi entrar, porque as coisas eram maravilhosas e muito diferentes. Como eu vou me mudar e estou vendo algumas coisinhas pra decoração do quarto da Luísa, fui lá fuçar.
E vi um berço maravilhoso, talvez o mais lindo que eu já vi até hoje. Nem perguntei o preço porque eu não queria comprar e também provavelmente porque aquele deve custar uma fortuna. Mas eu fiz uma pergunta pra vendedora que me deu o estalo de fazer um post aqui para as mães que ainda vão montar o seu enxoval. Perguntei se a grade do berço descia, e ela disse que não, apenas o estrado. E aí é que a coisa complica.
Quando o bebê é rescém-nascido, não faz muita diferença o modelo de berço que você comprou, porque o estrado vai ficar no máximo de altura e seu bebê não vai se mexer dali. Porém, depois de poucos meses você já terá de baixar o estrado porque a criança começa a subir na grade. A Luísa ficou em pé na grade do berço com cinco meses, pra se ter uma ideia.
E é nesta fase que você vai sentir falta de uma coisa se o seu berço não tiver: de uma grade móvel e de profundidade na altura do estrado. Eu hoje acho que acertei na compra. O berço é simples, mas com as funções que eu precisava. Uma amiga outro dia reclamou que o berço virou um problema pra ela justamente por isso. Pelo seguinte: quando você desce bastante o estrado (o fundo do berço), vai ficar muito difícil colocar o bebê ali quando ele já estiver dormindo. Praticamente você vai ter que soltá-lo se a grade não for móvel. Os homens em geral têm menos dificuldade, por serem mais altos, mas eu, por exemplo, não consigo colocar a Luísa no berço com a grade levantada.
O berço dela tem uma peça na grade (nada muito sofisticado) que abaixa e levanta e é possível fazer isso apenas empurrando com o joelho (porque muitas vezes eu abaixo a grade com ela no colo, dormindo). E o estrado também desce bastante, até ficar na altura de uma caminha. Ela dorme nesse berço até hoje (e graças a Deus ela nunca tentou escalar, como muitas crianças fazem). O único cuidado é nunca esquecer de levantar a grade depois que põe o bebê pra dormir. Eu já faço isso no automático, mas quem não está habituado tende a esquecer. A foto acima é de um modelinho que eu peguei na internet só pra ilustrar a grade móvel. Existem também os modelinhos que viram caminha depois, que me parecem interessantes também. Mas não tenho experiência pra falar sobre eles. Se alguém tiver, por favor conte aqui. Outras experiências e dicas também são bem-vindas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Capa de Agenda ou Tô Ficando Velha


O que a Luísa diria se soubesse que esse cara aí em cima foi um dia a foto de capa da agenda da mãe dela? Ele era gatinho, eu juro, filha!! Não, sua mãe não é tão velha assim, o cara é que embagulhou. Talvez ele já não fosse assim tããão novinho quando a mamãe achava que ele era o máximo. Um dia eu vou encontrar uma foto dele das antigas, pra você ver que não estou mentindo.
Olha só alguns nomes da lista das capas de agenda da minha adolescência:
- Mickey Rourke, esse medo aí da foto
- Alec Baldwin (nossa, esse tá outro bagulhão também. Gordo e velho)
- Rob Lowe (esse continua gatinho ainda, vi outro dia uma foto dele por aí)
- Patrick Swayze, que se foi esses dias mas fez um dos filmes mais marcantes da minha vida (Dirty Dancing)

Mas isso não acontece só comigo. Meu marido também fica indignado quando vê alguma gatinha da época dele fazendo papel de tia-avó nas novelas... rsrsrs
Fico só pensando em quem serão os ídolos da adolescência da Luísa. Os namorados eu já sei: provavelmente alguns dos garotinhos fofos que a gente encontra por aí brincando na pracinha. (Quer dizer, pode ser qualquer um desde que seja um cara bacana. MEDO).

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Perdi um selinho

Gente, perdi um selinho. Alguma querida blogueira deixou um recado que tinha um selinho pra mim e eu, na confusão, deixei pra responder depois. E o que aconteceu? Não encontro mais e não me lembro qual foi o selo que eu perdi, ou melhor, que eu deixei de agradecer. Por favor, se alguém se sentiu ignorado por mim, me avise.
Por mais que eu seja contra correntes, entendo que os selinhos têm uma proposta bem carinhosa e me sinto super grata às pessoas que me repassam. Mas, no fundo, esse é um assunto que não me deixa muito confortável, sabe? Fico com vontade de repassá-los, para retribuir o carinho, mas sempre fico naquela dúvida sobre alimentar correntes e fazer com que outras pessoas se sintam obrigadas a passar pra frente e por aí vai. Também tem o fato que, depois de um tempo, os selos e as coisas que você tem que falar sobre si mesmo se repetem e aí já perdem o sentido, né?
Se eu paro, chateio quem me mandou.
Se eu publico o selo e não repasso, quebro a regra.
Se eu repasso, posso deixar o próximo sem jeito.
Então, oquequeufaço?

Prix Jeunesse

Eu fico impressionada sobre como existem atividades voltadas para o mundo das crianças que eu simplesmente desconhecia antes de ser mãe. Ou é por ignorância pura, mesmo, ou é porque antes de ter filhos eu não prestava muita atenção no que não me envolvia diretamente.
Sei que eu recebi um contato para ajudar a divulgar o IV Festival Prix Jeunesse Iberoamericano, um festival internacional de produções audiovisuais que estimulam o desenvolvimento cultural e social de crianças e adolescentes. E este ano foi criada uma nova categoria, em parceria com a Unilever, que é a "Aprender pela experiência". A ideia é reunir vídeos que estimulem, por exemplo, o contato com a natureza e o uso de brinquedos “não estruturados” que incentivem a liberdade de brincar. Achei muito bacana a proposta.
Os candidatos mandaram seus vídeos e os 5 semi-finalistas já foram selecionados. E nós mamães, papais e simpatizantes podemos votar no preferido. Eu entrei lá no site, vi os vídeos e por isso estou recomendando aqui. Tem coisas muito legais mesmo, inclusive produções brasileiras. Boas opções para deixar ali no link dos favoritos do You Tube pra criançada assistir. Luísa adorou o vídeo do elefante, me pediu pra repetir mil vezes.
A votação dos internautas, para quem quiser participar, acontece até o dia 14 de outubro no site www.omo.com.br/categoria/prix-jeunesse/
Aliás, uma observação: esse blog do Omo é bem legal, independentemente do fato de ser patrocinado por uma marca. Tem links com dicas ótimas de brincadeiras pra fazer com as crianças. É um exemplo de bom uso do marketing institucional.

domingo, 27 de setembro de 2009

Então... sabe aquele batom?


Tudo começou ontem à noite, quando eu me arrumava pra sair. Ela puxou o banquinho dela até o meu banheiro, sentou e ficou me olhando.
- Mamãe, que tá assando no olho?
- Tô passando base, Luísa
- E ête?
- É corretivo, filha
- E ête, que tá assando?
- Agora estou passando rímel nos cílios
- Ah, xíliu?
E passou. Hoje à noite, num daqueles minutos em que ela fica sozinha, o Luiz aparece na sala e grita:
- Luísa, o que é isso? Rôoo, venha só ver o que a sua filha aprontou (nessas horas a filha é minha, né?).
Chego e vejo isso aí da foto. Toda lambuzada de batom. Cara toda, olhos, mão, sofá.
Tive um ataque de riso. Juro, não consegui ficar brava dessa vez.
Esse maldito batom (o início da história eu contei aqui), que na verdade é um protetor labial com sabor de morango, não tem cor quando passa nos lábios, mas ele tem um tom meio rosadinho e, como ela passa muito, fica assim marcado.
- Mas filha, batom é pra passar na boca, não pode passar assim no rosto todo, Luísa! Muito menos no olho!
- Ête no olho igal mamãe.
E eu, rindo dessa travessura deliciosa, saí correndo buscar a máquina fotográfica.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A mãe da Suri Cruise me irrita



Eu gostaria muito de entender o fascínio que a Suri Cruise causa na mídia de fofocas mundial. Existem sites e blogs que falam só dela, já pensou? Todas as roupas da menina são fotografadas e comentadas no mundo inteiro. Ela é linda, sim, e filha de pais famosos, mas até aí a Luísa também é (hehe). Dá pra acreditar que a Suri foi eleita a criança mais influente de Hollywood? Como uma criança pode ser influente, pelamordedeus? A menina não é atriz, não canta, não é um gênio da matemática, não defende causas sociais, apenas sai na rua e é a criança mais influente do mundo?!!
Ao mesmo tempo, fica claro que os pais dela (a mãe, Katie Holmes, com a eterna cara de antipática, e o pai Tom Cruise fofíssimo) estimulam isso. Porque vamos combinar, precisa sair na rua a pé com ela o tempo todo, sabendo que tem dezenas de fotógrafos à espreita? Precisa botar uma sandália de salto numa criança daquele tamanho? Tenho pena do que estão fazendo com ela, juro.
E outra coisa: alguém, por favor ALGUÉEEEM pode cortar ou prender essa franja da menina? Que coisa mais irritante!!!!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Papo de Mãe

É hoje a estreia daquele programa que eu já comentei aqui, o Papo de Mãe, com as jornalistas Mariana Kotscho e Roberta Manreza. Algumas leitoras aqui do blog até já mandaram fotos pra lá. O tema do programa de hoje será o bom, velho e polêmico parto, sobre o qual elas conversarão com convidadas e especialistas. Pelo que eu vi no site do programa, a proposta parece muito legal. Afinal, as mães merecem ter um programa só pra elas, né? Basta ver nos blogs quantos assuntos e dúvidas temos pra discutir.
Vão lá conferir o programa!
Toda quinta, na TV Brasil, às 17h30.
Reprises aos domingos (13h30), segundas (12h30) e terças-feiras (17h30)
Mais informações no site http://www.papodemae.com.br/

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pronação dolorosa


Sabe quando você está segurando a criança pela mão e ela se joga pra ficar pendurada? Sabe aquelas brincadeiras de girar crianças segurando no antebraço? Ou sabe quando a criança quer sair correndo pela rua e você a puxa pela mão? Então. É bom ter cuidado. Senão dá nisso. Esse nome estranho, pronação dolorosa, foi o que aconteceu ontem com o bracinho da Luísa. A babá foi brincar de girar a Luísa, olha que beleza, e numa dessas ela reclamou de dor. E não queria mexer o bracinho esquerdo, ficou segurando o braço imóvel colado ao corpo. Quando eu encostava, não doía, mas ela não conseguia levantar o braço.
Liguei pra pediatra e ela me mandou levá-la imediatamente ao pronto-socorro. Três horas depois... saímos de lá com a Luísa de braço engressado.
Vou à explicação técnica, que peguei na internet. Essa tal pronação é um pequeno deslocamento de dois ossos no braço da criança (da cabeça do rádio, osso do antebraço que participa da articulação do cotovelo, em relação ao ligamento anular). Essa lesão ocorre em crianças menores de cinco anos devido à consistência mais elástica dos ligamentos e ao desenvolvimento ósseo incompleto.
Normalmente, após algum tempo, a criança para de reclamar, desde que não movimente o braço ou toquem em seu cotovelo. Mas é importante levá-la ao hospital o mais rápido possível. O ortopedista irá colocar o osso de volta no lugar, normalmente, sem a necessidade de anestesia. É um procedimento bem simples, mas deve ser realizado apenas por especialista. Na maior parte dos casos, poucos minutos depois do procedimento do ortopedista a criança já está brincando e movimentando o braço normalmente, sem dor.
Porém... o médico fez o tal negócio na Luísa, movimentando o bracinho dela, mas ela continuou reclamando que doía o braço, não queria mexer. Acontece isso em poucos casos. Tiramos radiografia mas não deu nenhuma fratura ou lesão. Então o médico aconselhou deixá-la com o braço imóvel por dois dias para que tudo volte ao lugar certinho. Ainda assim, isso é normal em crianças e não deve ficar nenhuma sequela.
E o resultado é isso aí que vocês estão vendo na foto. Luísa, com 2 anos de idade, usando gesso. Fiquei preocupada sobre como ela ficaria esses dois dias. Mas não tá nem aí. Está se divertindo, até. Deixou o médico colocar a "massinha" no braço dela e mostra com orgulho o dodói no braço. Coisa de criança. Depois do susto (dois em uma única semana, querem me matar do coração), resta nos divertirmos com a situação. E tirar fotos pra lembrar depois. E falar pra babá não fazer isso nunca mais (coitada, ficou arrasada, chorou até). Mas sei que isso poderia ter acontecido comigo ou com o Luiz também, porque a Luísa adora segurar na mão dos dois e ficar se pendurando (ops, não podemos fazer mais isso).

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Compre batom, compre batom...

Começo dizendo que eu tenho verdadeiro horror a esse envolvimento precoce de meninas com a ditadura da estética e da beleza. Fico assustada quando vejo crianças com luzes no cabelo ou quando leio aqueles depoimentos em revistas de pré-adolescentes que fazem escova progressiva e vão ao cabeleireiro e à manicure toda semana. Outro dia ouvi uma conversa entre duas meninas de uns 8 ou 9 anos, em uma loja infantil, em que uma delas (magrinha) dizia que estava gorda. É chocante, isso.
Ao mesmo tempo, sei que existem algumas coisas no comportamento, especialmente de meninas, que são inevitáveis, como a vontade de imitar a mãe usando batom e esmalte.
Faz muito tempo que a Luísa fica rodeando meus batons. Se eu dou bobeira, ela vai lá, taca o dedão e passa na boca. Ou então abre o batom todo e faz aquele estrago. E eu sempre resisti em comprar um batonzinho pra ela até porque o Luiz não queria de jeito nenhum.
Mas semana passada teve um dia em que eu fiquei com pena. As duas amiguinhas dela aqui do prédio têm daqueles batons de brilhinho com gosto de fruta. E a Luísa chegou aqui em casa chorando muito porque uma das amigas não quis emprestar o batom pra ela. Ela chorava copiosamente, pedindo o "atom di uva".
Eu ia até fazer uma enquete aqui no blog pra saber se isso é normal nessa idade ou se eu estimularia uma vaidade exacerbada precocemente. Mas fiquei com tanta pena da Luísa que resolvi comprar um batom pra ela. Na verdade, comprei um hidratante labial da Nívea com gosto de morango. Me convenci que isso é uma brincadeira de menina e que eu iria comprar pra ela, sim. Pronto.
O resultado disso, evidentemente, é que ela fica com o batom na mão ou na bolsinha o dia inteiro, da hora que acorda até a hora de dormir. Esfrega todo no queixo, fica uma melequeira só. É muito engraçado. Já destruiu quase todo o bastão. Mas também sei que logo ela se apega a outra coisa e passa essa mania da vez.
Confesso que ainda fico um pouco com a consciência pesada, pensando se não fiz isso cedo demais. Vou agora me esforçar para estabelecer os limites dentro do aceitável, tentando separar a brincadeira de criança da antecipação da adolescência.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dialeto

Acho engraçado como cada criança inventa uma moda diferente quando está começando a falar. A Luísa agora fala tudo começando com a letra A:
Obrigada = Agada
Desculpa = Acupa
Cinema = Anema
Padaria = Aía
Desenho = Asenho
Subir = Abi
Descer = Ascê
Batom = Atom
Pior é que só quem está com ela o dia inteiro consegue entender (tipo eu e a babá e só). Porque vamos combinar que não é qualquer um que compreende que "qué i aía" significa "quero ir na padaria", né? Até o pai dela olha pra mim, levanta o queixo e diz: ããã? E eu vou lá e traduzo, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo... hehe...
(se bem que às vezes nem eu consigo entender esse dialeto maluco dela).

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"Como é o nome dele?" Grrrrrr...

A Mari publicou um post falando sobre a quase obrigação de meninas usarem rosa e meninos usarem azul e todos os "tatibitatis" que envolvem o mundo dos bebês. Eu ia deixar um comentário lá, mas resolvi fazer um post sobre essa questão das cores. Também sempre falei que não queria encher a minha filha de cor de rosa e lilás, o que não é muito fácil nos primeiros seis meses dos bebês. Ainda mais aqueles rosas cheio de brilhos e penduricalhos, que eu detesto (e por isso é que eu amo a Zara e a Gap). Eu sempre fui da linha basicona e as mulheres em geral tendem a vestir as filhas seguindo seu próprio estilo (ou vai dizer que as mães mais peruetes que usam roupa de oncinha não adooooram colocar roupa de oncinha nas filhas? Outro dia vi uma menina assim na natação: maiô de oncinha, chapeuzinho de oncinha e bolsinha de oncinha. Mais nova que a Luísa. Quase caí pra trás. Sim, na NATAÇÃO, a menininha estava chegando vestida assim na aula de natação).
Mas confesso que teve uma época em que eu me irritei. Tem uma determinada fase dos bebês (agora não sei exatamente com quantos meses) em que geralmente é difícil distinguir se é menino ou menina, e quanto mais básica é a roupa, mais isso acontece. Meninas de macacão azul ou verde, então, só se estiver com legenda ou se tiver um laço enorme no cabelo (e a Luísa não tinha cabelo, portanto nem aqueles lacinhos de grudar paravam na cabeça dela por muito tempo). Tudo bem, nenhum grande problema nisso. Muitas mães dirão "e daí? danem-se os outros". Mas vamos combinar: tem coisa mais irritante que alguém perguntar pra sua filha "como é o nome dele? quantos meses ele tem?". Ou para o seu filhão, machão do papai: "como é o nome dela?". E o pior de tudo é que a Luísa usa brinco desde que ela tinha uma semana de vida, ou seja, a pessoa nem se esforça.
Se bem que eu mesma já dei meus foras. Uma vez perguntei para um pai quantos anos ELA tinha, creeente que era uma menina, mas era um menino de 3 anos com cabelo nos ombros. Aí também, né... sacanagem comigo. Também já dei dessa: "quantos dias tem?" e a pessoa respondeu "3 meses"... quámorri. Depois aprendi: sempre pergunto só assim, bem genérico: "quanto tempo tem?"

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sangue e machucados

Eu estava na sala e só ouvi o choro estridente da Luísa. Eu conheço os choros dela como ninguém. Identifico à distância se é choro de manha ou de dor. E naquela hora eu senti que era berro de dor. Fui correndo até a cozinha e a babá estava toda nervosa, lavando a boca da Luísa na pia, toda ensanguentada. Que frio na espinha que dá. É um misto de sentimentos: de preocupação, de raiva, de medo.
Quando há muito sangue, é como se nossos olhos se cegassem, porque não dá pra ter a noção imediata do que está acontecendo. Eu vi que tinha um cortezinho no lábio, mas também tinha sangue dentro da boca e nos dentes. Muito medo de ter quebrado ou abalado um dente. Nossa, são segundos que parecem horas!!! Não era nada sério, apenas machucou a gengiva e fez um cortinho no lábio. Logo passou e ela voltou a brincar novamente.
Mas dá um gelo mesmo assim. Até porque este não foi o primeiro e certamente não será o último. Só peço pra ter forças sempre que for preciso. E que nunca aconteça nada de grave com ela, porque eu não sei se eu iria aguentar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Follow me!

Será que alguém mais pode me seguir para o blog conseguir completar 50 seguidores? Tô ficando aflita com esse número 49....

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Obrigado, desculpa, por favor

Como dizem os manuais da boa educação e das boas maneiras, essas três palavrinhas - obrigado, desculpa e por favor - devem ser ensinadas às crianças desde sempre. E também o "com licença". E eu faço a minha parte com a Luísa, sempre reforçando.
Mas olha que dá um trabalho... tem horas em que eu não consigo arrancar um "desculpa" dela de jeito nenhum. Outro dia eu a coloquei de castigo (sentada no sofá da sala, sozinha, TV desligada) porque ela deu um tapa na babá. Depois de uns dois minutinhos (e ela chorando, lógico) voltei lá, expliquei que ela estava saindo do castigo, reforcei o motivo e falei: "agora vai lá pedir desculpas pra Vera". Ela levantou, foi até lá, ficou encostada na babá mas não pedia desculpas. De jeito nenhum. "Se você não pedir desculpas, vai voltar pro castigo". Acredita que tive que botar de castigo de novo? Ficou lá, sentadinha, esguelando. Depois acabou pedindo desculpas. Sei que tenho que ser firme nessas horas, pra que ela entenda que determinadas atitudes têm consequências.
Mas na verdade não posso reclamar, não, porque a Luísa é uma menina boazinha e são raras as vezes em que eu preciso ser assim tão rigorosa. Ela agora já fala "agada" (obrigada) espontaneamente quando recebe alguma coisa, é bem fofa.
Às vezes fica até engraçado, porque ela troca as bolas. Ontem ela arranhou a minha boca sem querer, e eu falei:
- Filha, como é que se diz quando a gente machuca alguém, mesmo que seja sem querer?
- Agada
- Não, filha, não é obrigada, é desculpa
- Ah, acupa.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Número 2 na piscina

O outro mico no hotel. No dia seguinte ao episódio da fuga, estávamos todos na piscina - eu, na verdade, tomando um solzinho, e a Luísa com o pai bagunçando na piscina. De repente, ela solta para o pai:
- Papai, cocô.
- Você quer fazer cocô, Luísa?
- Não
Então ele continuou ali brincando. No que ele segura a menina por baixo, sente o volume no biquininho. Ela não queria fazer cocô, ela já tinha feito cocô...
Desesperado, o Luiz levanta ela da água e grita pra mim:
- Rô, coisa errada aqui da mocinha!
Peguei a Luísa no colo e saí correndo pro quarto pra dar banho. Sorte é que o número 2 estava bem duro e não se espalhou...
Nessas horas, faço o quê? Finjo que nada aconteceu e toco a vida, né?!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A fugitiva

Eu quase ia me esquecendo de contar essa. Nós passamos o feriado em um hotel fazenda em Sorocaba (o Pitangueiras, super recomendo), e o quarto que nós ficamos era bem próximo da piscina.
Eis que no domingo, depois de brincarmos na piscina, subi com a Luísa para o quarto pra dar banho e trocar de roupa. Tirei a roupinha dela e fui ligar o chuveiro pra esquentar. Ela foi para o quarto e eu aproveitei pra fazer xixi. Quando fui até o quarto buscar a Luísa pra dar o banho, cadê a menina? A porta/janela que dava pra piscina tinha ficado meio aberta. Me bateu um desespero (sorte que eu estava de biquini e não tinha tirado a roupa ainda, senão olha o vexame que seria) e saí correndo em direção à piscina pra procurar a Luísa.
Quando eu saio, a figura estava descendo rapidinho pela grama, peladinha, indo em direção à piscina. Lá embaixo já estava o Luiz esperando e todas as pessoas que estavam na piscina olhando, se matando de rir. E eu, com a maior cara de tacho, fui lá buscá-la.
(Dessa vez foi engraçado, mas olha só o perigo).

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Difícil adaptação


Eu resolvi esperar o desenrolar da história para só então contar aqui a saga que foi a adaptação da Luísa à natação. Eu a matriculei em maio, conforme contei aqui. Mas foi um processo bastante difícil. Acho que ela demorou quase três meses para se adaptar e realmente curtir a aula.
Foram muitos momentos de estresse pra mim. Eu pensei em desistir várias vezes, mas os professores da escola insistiram para que eu tivesse paciência, e que o processo é assim mesmo. Algumas crianças se adaptam rapidamente, outras não.
O problema não era a piscina em si, porque a Luísa adora água, desde muito pequena. Sempre se soltou em piscinas. Mas ali a história era outra, porque optei por colocá-la na aula sozinha, sem mim. Como ela já estava com quase dois anos, quis colocá-la sozinha para que ela começasse a se desgrudar de mim e a se sociabilizar um pouco mais, já que não está na escola ainda. Eu sempre fiquei ali, pertinho, mas sentada num banquinho fora da água.
Ela passou muitas aulas do lado de fora da piscina, só brincando com os brinquedinhos de borracha. Quando a professora a levava para a água, ela armava uma choradeira. Eu, por várias vezes, me questionei se não estava forçando minha filha a fazer algo que ela não estava a fim. Eu mudei de horário, troquei de turma, coloquei duas vezes por semana pra ver se melhorava. E nada. Quis tirá-la de lá. Eu sei quando ela faz manha, e muitas vezes não era. Quando eu sentia que era desespero, eu a tirava da água.
Até que eu resolvi parar de forçá-la a entrar na água. Relaxei e resolvi dar o tempo dela. E foi o que ajudou. Depois de um tempo, ela começou a ter vontade de entrar. Pedi que a professora colocasse uma plataforma sobre a outra, de forma que a Luísa pudesse se sentar bem no rasinho. E ali ela começou a se enturmar. E a pegar confiança na professora e na turma. E a pular para a plataforma mais funda.
Até que um dia, assim do nada, ela se jogou feito um peixe. Descobriu que aquilo era divertido. Ria, ria, se jogava na água. Tomava caldo, levantava rindo e falava "caiiiu". Ninguém acreditava. Eu até chorei de emoção.
Aí, na aula seguinte, a professora Cibele, em quem a Luísa demorou tanto pra confiar, entrou de férias por 15 dias. E ela regrediu de novo. Não queria entrar mais. E eu quase surtando. Passou as férias da professora praticamente do lado de fora da piscina. Até que a Cibele voltou e ela se jogou de novo. E a partir daí começou a evolução. Ela foi se soltando rapidamente e participando de todos os exercícios com as outras crianças.
Ainda assim, tem dias em que ela resolve não entrar. Não vai com a cara do professor auxiliar (ela tem medo quando é homem) ou de algum amiguinho e não entra. Juro, nesses dias eu tenho vontade de sei lá o que. Ela faz escândalo na piscina, escândalo pra tomar banho no chuveiro... minha paciência vai lá no pé.
Mas eu tenho persistido e acho que agora vai. Na última aula, ela parecia um peixinho, dando mergulhos e tudo mais. Nesses dias meu coração se enche. Eu fico sentada ali no banquinho (cada dia vou me afastando um pouco mais), rindo com as peripécias dela, curtindo esse momento que nem todos os pais têm a chance de curtir. E aí eu acho que tudo valeu a pena.
PS. Aí na foto acima, Luísa prestes a dar um mergulhão.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Como colocar o bebê-conforto no carro

Muitos leitores chegam aqui no blog pelo Google, e andei reparando em quais são os assuntos que trazem as pessoas até aqui. Muita gente, mas muita mesmo, chega aqui digitando "Como colocar um bebê-conforto no carro", porque eu fiz um post sobre isso no passado. Nesse post eu expliquei o que é o bebê-conforto mas não expliquei como se faz para prendê-lo, já que cada modelo tem suas especificidades (e aí tem que olhar no manual mesmo).
Mas há algumas informações que podem ser úteis para os pais de primeira viagem.
- Existem basicamente dois tipos de bebê-conforto, um que tem uma base fixa e o outro que se solta da base. Ambos ficam presos ao carro pelo cinto de segurança, atravessando dois ou três pontos.
- O modelo da base removível é mais prático porque você não precisa soltar o cinto cada vez que retira o bebê-conforto do carro. Ele fica preso à base por uma travinha. Quando você for descer do carro, basta soltar a trava (sem precisar acordar a criança) e encaixá-lo no carrinho de passeio (é importante que seja um conjunto, porque se não encaixar no carrinho de passeio, você vai ter que levá-lo o tempo todo na mão). Veja um modelo aqui.
- Em ambos os casos, por questão de segurança, é recomendado que o bebê-conforto seja afixado no assento do meio, virado de frente para o encosto do banco traseiro, com o bebê de costas para o motorista. (È possível comprar, nessas lojas especializadas em coisas de bebê, espelhos para colocar no vidro traseiro, assim você consegue ver o rosto do bebê)
- O bebê-conforto pode ser usado para recém-nascidos até crianças com peso até 9 quilos. A partir daí, deve-se usar a cadeira apropriada que, aí sim, já é virada de frente para o motorista e pode ser colocada atrás do banco do motorista (porque nem todos os carros têm cinto de três pontos no meio).
- Uma dica para quem entra nessa segunda fase: quando eu fui comprar essa cadeira para o carro, me venderam uma que valia para crianças de 9 até 36 kg, se não me engano. Eu achei que estava fazendo um ótimo negócio, porque o produto duraria bastante. Só que, quando a criança pesa por volta de 10kg, ela ainda é muito pequena e, se a cadeira do carro for muito ereta, o bebê desmonta se dormir no carro. Depois de ver a Luísa algumas vezes com o pescoço todo jogado pra frente, acabei vendendo aquela cadeira pra minha irmã e comprei outra, que era mais cara porém bem mais apropriada para o tamanho da Luísa. Esta que comprei é da Chicco e reclina bastante pra trás quando a criança está dormindo.
- Relembrando a dica que eu dei no outro post: aprenda a encaixar o bebê-conforto no carro antes do bebê nascer! Um dia eu estava assistindo ao canal Discovery Home and Health e assisti a uma cena muito engraçada: os pais saíram da maternidade com o filho no colo super emocionados, mas, quando o pai foi colocar o bebê-conforto no carro, foi um desespero. O pai demorou 21 minutos tentando encaixar o tal bebê-conforto no suporte.