segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

E o Papai Noel levou a chupeta

Esperei alguns dias antes de comemorar, por garantia. Mas agora, três dias depois do Natal, posso dizer que, enfim, a Luísa abandonou a chupeta!! Ela entregou ao Papai Noel na noite do dia 24 e, desde então, não pediu a chupeta e não chorou nenhuma vez por causa dela. Não é incrível?
Na verdade, acho que a grande sacada desse processo foi ter amarrado a chupeta dela na cama no final de novembro, como contei aqui. Desde aquele dia, ela reduziu drasticamente o uso da dita cuja. Durante o dia, nunca mais. E, mesmo à noite, para dormir, ela só chupava para pegar no sono, mas depois soltava (como o barbante só ia até o meio da cama, a chupeta saía da boca quando ela mudava de posição). Duas semanas atrás, nós viajamos e Lulu dormiu sem ela numa boa.

Para a entrega ao Papai Noel houve todo um ritual. Na manhã do dia 24, fomos ao quarto dela e a própria Luísa foi quem cortou o barbante que amarrava a chupeta na cama. Depois colocou numa caixinha vermelha para entregar ao Papai Noel. Filmei tudo e ela se despediu da chupeta numa boa, falando que ela seria levada para crianças cujos pais não podem comprar para elas. Também, por recomendação do pediatra, expliquei para ela que provavelmente ela sentiria falta da chupeta e que isso seria normal, mas que estaríamos junto dela para ajudá-la quando fosse preciso. À noite ela entregou durante a festa e, para minha surpresa, dormiu numa boa.
O que eu vejo é que desta vez ela estava realmente preparada para essa ruptura, ao contrário do episódio da entrega para a Branca de Neve, em julho. E agora eu, que ao mesmo tempo fiquei muito feliz e orgulhosa, fico agoniada por ver que minha mocinha está realmente crescendo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Crianças e seu poder de transformar o Natal

Queridas e queridos,
Coisa tá corrida por aqui (e onde não está?), mas passamos pra desejar a todos um Natal super especial.
Para mim o Natal havia perdido o sentido havia muitos anos, desde que deixei de ser criança. Naquela época, minha mãe reunia a família toda em casa e tinha Papai Noel, árvore de Natal com bolas de Sonho de Valsa, comidas gostosas, abraços sinceros. Depois, por questões da vida, por muitos anos passamos na casa de uma tia da minha mãe e era legal, mas era uma festa na família dos outros, sabe como? Era uma noite que me trazia tristeza, melancolia. Depois que meu pai morreu, então, perdeu totalmente o sentido.
Até que nasceu meu sobrinho, depois a Luísa, e tudo mudou. Aquela luz do Natal brilhou de novo. Passei a reunir a família em casa e o Natal passou a ser nosso de novo. O Papai Noel voltou a aparecer ao vivo e a cores em casa e encher a noite de alegria, sem lembrarmos dos problemas e das dificuldades que todos temos. É uma noite em que nos esquecemos de tudo, menos de nos divertir, comer, trocar nossos presentes (por que não?) e curtir uns aos outros.
As crianças têm o poder de transformar uma família e resgatar sentimentos que achamos que nunca mais teríamos. Elas são a magia verdadeira do Natal.
Que Papai Noel e as crianças tragam muita alegria ao Natal de vocês.

Um beijo

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O homem do lixo, o moço da banheira e o caçador de lobos

Aqui em casa é cheio de personagens.

Luísa normalmente ajuda a guardar seus brinquedos. Aliás, eu sempre enfatizo para ela que nós é que a ajudamos a guardar as coisas, e não o contrário. A professora também já elogiou esse senso de organização dela na escola. Mas evidentemente há dias em que ela faz aquela bagunça e não se anima muito em arrumar. E aí entra em cena um dos personagens: o Homem do Lixo. Ele pega a lata de lixo e sai batendo pela casa ameaçando jogar fora todos os brinquedos que estão espalhados pela sala. Luísa se pela e corre arrumar as coisas. Ela sabe que o Homem do Lixo é o pai, até porque ele não vem fantasiado de nada, mas ela acredita mesmo que o pai vai jogar fora seus brinquedos e sai correndo guardar tudo. De vez em quando ela vê algum chinelo meu espalhado pela casa e solta: "Mamãe, vou chamar o homem do lixo pra levar o seu chinelo". Tá certa.

O outro personagem é o Caçador de Lobos. Esse tem fantasia e tudo. O pai veste um sobretudo preto e um chapéu e entra no meio da história pra pegar o Lobo Mau. Eu acho meio assustador esse caçador, porque acho que homem exagera nas brincadeiras. Meu marido às vezes se esconde na sacada e aparece daquele jeito, falando todo grosso, que até eu me assusto. Mas Luísa adora, então mantemos assim.

E o terceiro personagem, o mais divertido deles na minha opinião, é o Moço da Banheira. Começou num domingão, quando Luísa pediu pra tomar banho na minha banheira. Enchemos a banheira de água e ela estava lá brincando quando o Luiz apareceu no banheiro de sunga, touca de banho e óculos de natação e entrou na água com ela. Fizeram uma bagunça danada, mergulharam espremidos na banheira (que não é muito grande, diga-se de passagem). A partir daí essa bagunça virou frequente aos domingos. Problema é a molhadela que fica o meu banheiro.

O mais legal de tudo isso é que esses personagens aproximaram muito pai e filha. Criaram uma intimidade que é só deles que é gostoso demais de se ver. Eles curtem muito e eu também, meio que só olhando de fora.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Movimento Sanguenozóio

Estou meio atrasada no apoio, por falta de tempo para blogar, mas não posso deixar de me juntar à ira das mães blogueiras contra o aumento de 62% que os parlamentares se presentearam neste fim de ano. Assim como elas, tenho medo de como estará esse país quando minhas filhas crescerem.
Acabei de voltar de Brasília e ouvi barbaridades sobre o que rola por lá. Sujeito chega em um lançamento imobiliário, fala que vai comprar 10 apartamentos (DEZ APARTAMENTOS) e diz que vai pagar um por mês, em DINHEIRO. E sabe o que acontece? Nada. Ele compra, coloca no nome dos parentes e está tudo certo. E assim a vida vai rolando.
A Mari, que começou essa campanha (aqui), escreveu um texto incrível em nome de todas mães que se preocupam com essas sacanagens e está mandando a todos os deputados.
Meu total apoio à campanha e indignação contra essa barbaridade.
Essa mãezarada sabe fazer barulho, brinca com elas não.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Besteiras escatológicas

Luísa está naquela fase de falar besteiras escatológicas. É pum pra cá, cocô pra lá, cara de cocô não-sei-das-quantas, vou fazer xixi na sua cara. Aprendeu com os amiguinhos da escola. E não adianta, quanto mais a gente fala que é feio, mais ela gosta e acha engraçado. Então procuramos não valorizar muito.
Mas outro dia ela ficou decepcionada. Estava há um tempão falando alto pela casa "eu solto pu-um, eu solto pu-um", até que dali a pouco ela entra no escritório toda cabisbaixa:
- Mamãe, a Vera falou que todo mundo solta pum.
- Pois é, filha, é verdade, todo mundo solta pum, não é só você.
E não é que ela não falou mais nisso? Hahahaha, perdeu a graça.

E, para homenageá-la, ontem comprei um livro divertidíssimo sobre um cachorrinho chamado Pum (Quem Soltou o Pum, de Blandina Franco e ilustrações de José Carlos Lollo, editora Companhia das Letrinhas):
O livro é um barato, cheio de trocadilhos inocentes e situações engraçadas do tipo: "Teve também um dia que estava chovendo forte e eu fiquei um tempão prendendo o Pum. Mas uma hora eu não consegui mais segurar e soltei o Pum na chuva".
Super divertido, vale a pena.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Baby Bossa

Ando numa fase super internética. Vivo comprando coisas para as meninas nos sites de descontos (tipo BrandsClub, Privalia e Superexclusivo) e na maior parte das vezes faço excelentes compras. Para mim, particularmente, eu não gosto de comprar roupas pela internet, porque o risco de dar errado é maior, mas pra elas compro direto.
Essa semana a Carla me mandou um e-mail pra apresentar a loja virtual fofíssima que ela acaba de lançar, a Baby Bossa. São roupas de várias marcas bem legais e descoladas para crianças de 0 a 4 anos. Não diria que os preços são suuuper baratinhos, mas estão bem dentro da média das lojas de roupas legais que existem aqui no Brasil. Vale a visita.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Não tenho saudades da gravidez, prontofalei

Eu serei vista como uma pessoa insensível e "menos mãe" se eu disser que não tenho saudade alguma da minha barriga de grávida? Pois é, eu não sinto. Me lembro, quando eu estava grávida da Luísa, que minha irmã me disse a mesma coisa e eu fiquei um tanto indignada: "como é que ela pode não ter saudade da gravidez, uma fase tão especial e tão desejada?"
E hoje eu entendo a minha irmã. Lógico que eu curti as gravidezes (nossa, que palavra horrível), que foram muito muito desejadas, mas não sinto saudades. A gravidez é um momento especial, em que você se torna um pouco centro do universo. Dessa atenção eu gostava. Também gostava de sentir os chutes das minhas filhas e de vê-las no ultrassom. Mas isso não significa que eu tenha saudades ou vontade de passar por isso novamente. Acho a gravidez uma fase difícil para a mulher: muitos hormônios, muitas alterações de humor, enjôos, muitas restrições físicas, muita tensão.
Agora, sabe do que eu sinto saudade mesmo? Do parto e das primeiras semanas com minhas filhas em casa. Alguns podem pensar que eu sou completamente louca, mas é verdade. Meus partos (aqui o número 1 e aqui o número 2) foram incríveis e me marcaram demais. As primeiras semanas depois disso também, pois foi quando comecei de verdade a me apaixonar pelas minhas filhas. Fora que, apesar das dificuldades naturais desse período, foram semanas divertidas. Me diverti com os cocôs voadores, com as madrugadas batendo papo com a minha mãe e com o marido, a curtição de ver um bebezinho tão frágil mamando no meu peito.
Eu curti a gravidez, mas foi um período que passou e eu acho muito mais gostoso estar com a cria nos braços, no peito, na minha frente. Dessas fases, sim, eu acho que vou sempre sentir saudade. Aliás, já sinto. A cada etapa que vai se passando, vai ficando uma certa nostalgia de que não vou mais passar por isso de novo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mal acabou de nascer...

... e já está assim, ó:
Daqui a pouco já está falando.

sábado, 11 de dezembro de 2010

As bonecas que falam

Já falei aqui e aqui sobre meu problema com a maldição dos brinquedos que tocam musiquinha. Ainda bem que Luísa já saiu dessa fase, mas de vez em quando ela ganha uns brinquedos meio freaky.
Porque agora todas as bonecas falam, não é não? Bonecas com cara de bebê já falam como crianças de três anos. Uma mais exagerada do que a outra.
Mas existem umas versões esquisitíssimas que falam todo o repertório de frases de uma só vez. A Luísa ganhou duas dessas no aniversário. Você aperta a boneca uma única vez e ela dispara:
- Me dá um abraço? Tô com fome. Eu te amo! Quer ser minha amiga? Vamos brincar? Estou com sono! Você é linda!
Arghhhhhhhhhhhhh
Vou arrancar a bateria delas logo, logo. Aliás, por que ainda não fiz isso?
Cada dia mais eu me apaixono pela nega maluca de pano que eu comprei pra ela na Bahia. Não canta, não dança, não faz xixi, não escova os dentes, não faz nada. Mas tem mil lacinhos coloridos na cabeça, uma roupa de fuxico e um sorrisinho delicioso.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Nossa última semana de aula

Sensação estranha essa que tive ontem. Foi a última reunião do ano na escola da Luísa e era como se fosse o meu último dia de aula. Minha filha ainda não tem a noção clara de que as coisas serão diferentes no ano que vem, afinal este foi o primeiro ano de escola da vida dela - mas a professora não será mais a atual, muitos dos amigos não estarão mais na turma dela, a sala não será mais a mesma em que ela ia todos os dias.
Eu, como mãe, sei que essas mudanças virão. E eu fiquei um tanto tristinha, com uma sensação de nostalgia. Aquela primeira professora terá no ano que vem outra turma. E a Luísa terá a segunda, depois a terceira, quarta... mas nunca mais terá outra primeira professora. Quantas descobertas, quantas novidades aconteceram esse ano! Minha filha entrou uma e saiu outra. Mais independente, mais madura, mais sociável.
Nada demais nessa mudança, na verdade, afinal ela terá muitas outras novidades ao longo da vida, muitas outras coisas que serão feita pela primeira vez. É é assim que as coisas acontecem.
Mas eu tenho certeza que esse ano será inesquecível. Um ano em que eu e meu marido curtimos a escola junto com a Luísa porque também era a nossa primeira vez. Passamos pela adaptação junto com ela. Tivemos nossa primeira reunião de pais, o primeiro portfólio que ela trouxe pra casa, a primeira festa de dia das mães e de dia dos pais. Sabíamos de cor e salteado todos os nomes dos amiguinhos e as características de cada um - afinal, Luísa falava deles o dia inteiro em casa e eles participavam, na imaginação, de todas as suas brincadeiras.
Ano que vem virá outra turma, novas festas e esse círculo de amizades tão bacana que ela construiu na escola vai começar a aumentar. Vai ser legal também. A adaptação será mais fácil, o ambiente já é conhecido.
Mas esse primeiro ano certamente ficará na lembrança pra sempre. Na dela e na nossa.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pregadores de Natal

Mais uma atividade bacana que eu aprendi na Crescer e que testamos neste final de semana com a Luísa: pregadores coloridos. (Tô firme no Mommy Maker, né?!)
Também é super fácil. Nós fizemos alguns em vermelho e verde pra colocar na árvore de Natal, mas as possibilidades são infinitas. Uma ideia que ainda não testei mas que deve ficar bem legal é fazer um varalzinho de barbante e usar os pregadores coloridos pra pendurar fotos no quarto, hã? Se alguém fizer o varal, me manda uma foto pra eu colocar aqui no blog.

Você só vai precisar de:
- Pregadores de madeira
- Tinta guache
- Tinta plástica (para fazer os relevos)
- Pincel
- Se quiser, também pode usar gliter

Pinte a base do pregador com guache da cor que você preferir e depois faça desenhos com a tinta plástica por cima. Vale deixar a criança usar a criatividade para misturar as cores. Para não borrar a tinta na hora de secar, você pode fazer um varalzinho de barbante e pendurar. Ou então deixe secar um lado antes de pintar o outro.
Não fica uma graça?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Arco-íris de giz de cera

Aprendi uma atividade ótima no site da revista Crescer e já fizemos aqui em casa no fim de semana: arco-íris de giz de cera. Simples, simples.

A única coisa que você precisa ter em casa são forminhas de empadinha ou outro tipo de forma pequena. Ali você coloca um punhado de pedacinhos de giz de cera coloridos - deixe a criança escolher as cores - e põe no forno pra derreter. Só isso!

Depois que retirar do forno, deixe umas quatro horas em temperatura ambiente até endurecer e é só desenformar. Sai facinho e fica bem bonito e divertido, porque quando você escreve no papel as cores vão se misturando. Fizemos um colorido e dois aproveitando os gizes da mesma cor (só vermelho e só verde). Mas confesso que o colorido ficou bem mais legal. Além de ficar bacana, é uma forma de reaproveitar aqueles pedacinhos que ficam jogados por aí e a criança não quer mais usar.

Dica: coloque as forminhas sobre uma assadeira antes de levar ao forno e, de preferência, selecione gizes de um mesmo tipo, porque os tempos de derretimento podem ser diferentes.
A matéria do site falava em deixar no forno por apenas 3 minutos, mas eu precisei deixar uns sete minutos, mais ou menos, até derreter os pedaços. Tem que ficar de olho, porque é bem rápido mesmo.
PS. A foto é do site da revista, mas o nosso ficou igualzinho.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Duplinha dinâmica

Um dia, quando eu crescer, quero ser boa fotógrafa como a Tati, que faz registros incríveis da sua linda Maria no blog Maria Todo Dia.
Enquanto isso, fico aqui brincando de fazer gracinhas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Campanha de péssimo gosto


Eu sou contra a pirataria. Não compro filmes, nem CDs, nem bolsas e muito menos brinquedos falsificados.
Mas, vamos combinar, que campanha é essa, senhor amado?
Ô, dona agência 512 Comunicação que bolou e dona Fecomércio que aprovou a campanha: não tinha nada melhor do que essa imagem de extremo mau gosto que vocês escolheram para o Movimento Brasil sem Pirataria? Isso vai circular nos vagões e estações de metrô do Rio de Janeiro agora na época do Natal.
Botassem um monte de CDs ali naquele caixão, mas não uma boneca com cara de bebê de verdade, pelamordedeus!!!
Juro, me deu vontade de ir lá na rua agora e comprar um CD pirata em protesto a essa imagem horrível.

PS. Pra não ficarem com essa imagem na cabeça, vão lá ver esse vídeo que a Carol publicou hoje no blog dela. Chorei cântaros. É imperdível.